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Toureiro Mário Coelho começa a ser julgado a 8 de Abril

Matador de toiros é acusado de plagiar excertos no livro “Da Prata ao Ouro”

Textos da pintora Antonieta Janeiro foram alegadamente usados por Mário Coelho no livro que evoca o percurso da figura da tauromaquia de Vila Franca. Um ano depois de ter sido acusado pelo tribunal de plágio, Mário Coelho acredita que será ilibado.

Edição de 31.03.2010 | Sociedade
O julgamento do toureiro de Vila Franca de Xira, Mário Coelho, acusado de plágio em excertos do livro “Da Prata ao Ouro – História de um Toureiro”, que evoca o seu percurso como figura da festa brava, tem início na próxima quinta-feira, 8 de Abril.Há cerca de um ano o Tribunal da Relação de Lisboa decidiu levar o matador de toiros a julgamento pela eventual prática do crime de contrafacção. Em causa está o livro lançado pelo toureiro, “Da Prata ao Ouro – História de um Toureiro”, em que alegadamente terá usado, sem autorização, textos escritos pela pintora Antonieta Janeiro, que os tinha registados na Sociedade Portuguesa de Autores e na Inspecção Geral das Actividades Culturais. Dada a prova produzida em inquérito e instrução o colectivo de juízes daquele tribunal considerou haver indícios claros e suficientes de que o autor transpôs para a sua obra passagens inteiras de textos, alguns registados, outros não, da autoria da artista plástica. Mesmo que o arguido possa ter participado na construção de alguns desses textos não foi ele o seu criador intelectual ou pelo menos exclusivo. Apesar de ter conhecimento da existência desses textos e da sua autora usou-os como se tivesse sido ele a escrevê-los, sem autorização prévia, não conferindo assim individualidade à obra e por isso, susceptível de integrar a previsão do crime de contrafacção, consideraram os magistrados.Inicialmente o Ministério Público deduziu acusação contra o arguido pelo crime de usurpação de direitos de autor mas o caso foi arquivado na fase de instrução após contestação pelo arguido. A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) interpôs recurso da decisão instrutória para o Tribunal da Relação de Lisboa que considerou que o caso configura o crime de contrafacção e não usurpação de direitos de autor, como defendia a SPA. Contactado pelo nosso jornal, o toureiro reiterou o que já havia já dito há um ano a O MIRANTE. Espera ser absolvido e mantém a confiança numa decisão favorável, já que que a verdade “está do seu lado”, garante.“Da Prata ao Ouro – História de um Toureiro” é uma auto-biografia que percorre os 50 anos de toureiro e retrata memórias da vida de Mário Coelho. O prefácio foi escrito por Agustina Bessa-Luís e foi publicada pela editora D. Quixote. A obra foi lançada no dia 27 de Junho de 2005, na Fundação Mário Soares em Lisboa, pelo Padre Vítor Melícias, numa sessão presidida pelo ex-Presidente da República.Actualmente com 74 anos, Mário Coelho foi considerado o melhor bandarilheiro do mundo e um dos mais notáveis matadores de toiros. Somou êxitos, troféus, orelhas e rabos pelas praças por onde passou ao longo de 50 anos de actividade taurina.

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