Ministro nega falta de apoio à pequena agricultura
O ministro da Agricultura negou este sábado, em Santarém, que exista falta de apoio aos pequenos agricultores e assegurou que está a ser discutida, a nível europeu, a criação de “instrumentos de regulação mais fortes para defender a agricultura e os pequenos agricultores”.António Serrano, que inaugurou a Feira Nacional da Agricultura, reagia às queixas apresentadas pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que na segunda-feira promoveu uma manifestação frente ao Ministério da Agricultura de contestação à falta de apoio para os pequenos agricultores.O ministro garantiu que o ministério está a “processar as ajudas todas que legalmente existem” para apoio aos agricultores, assegurando que está a ser feito o pagamento das ajudas directas durante este mês, “dentro do prazo regulamentar”. Como exemplo, António Serrano apontou o pagamento de 25 milhões de euros a 35 000 pequenos agricultores das zonas de montanha (Norte Alentejano, Centro e Norte do país). “Estamos a pagar o dinheiro que existe para pagar, estamos a recuperar os atrasos”, afirmou, adiantando que quando chegou ao Ministério havia atrasos de dois anos entretanto já recuperados.Sublinhando que a agricultura não escapa à crise económica mundial, o ministro reconheceu que “a volatilidade dos preços, a distorção dos preços ao longo da cadeia alimentar” não ajuda. Segundo disse, a questão tem sido discutida no âmbito da Comissão Europeia, que está a trabalhar na criação de mecanismos de intervenção que “possam corrigir a formação dos preços”. “Esse é um capital de queixa da nossa agricultura, em especial da CNA”, afirmou, adiantando que o ministério reportou à Autoridade da Concorrência “uma maior vigilância à formação dos preços”, uma vez que é uma área onde não pode intervir. Para António Serrano, este é um “assunto delicado em toda a Europa” e que espera poder discutir no próximo dia 11 com o comissário europeu da Agricultura, que estará em Santarém para participar num seminário sobre o futuro da Política Agrícola Comum (PAC). Em causa está “como e quando é que a Europa pode disponibilizar instrumentos de regulação mais fortes para defender os agricultores e a pequena agricultura”, disse.António Serrano afirmou que em seis meses conseguiu recuperar muito do atraso, adiantando que os pouco mais de 20 por cento de compromissos que encontrou relativamente às candidaturas entradas na área da competitividade já subiram para 50 por cento. “Estamos com uma execução que não tínhamos. Quando entrámos havia 8 milhões de euros pagos aos agricultores, em termos de competitividade, hoje estão mais de 150 milhões pagos”, afirmou, adiantando que actualmente podem ser processados mensalmente cerca de 60 a 70 milhões de euros porque há contratos feitos.
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