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Mercado com produtos das hortas para combater isolamento do lugar de Arados

Mercado com produtos das hortas para combater isolamento do lugar de Arados

Ideia partiu de associação local e visa ajudar as pessoas idosas da localidade da freguesia de Samora Correia
Edição de 11.12.2013 | Sociedade
No lugar dos Arados em Samora Correia a população vai começar a vender num mercado junto à igreja os produtos que têm nas suas hortas. Além de permitir à população fazer algum dinheiro a ideia facilita também a vida à comunidade, já que a maioria da população é idosa e assim não precisa de sair da aldeia, onde não há mercearia, para comprar os produtos alimentares que precisa.A iniciativa está a entusiasmar quem vive na localidade. A ideia partiu dos dirigentes da Associação de Desenvolvimento Cultural e Recreativo dos Arados (ADCRA), que usam uma pequena banca ao lado da sua sede, junto à igreja, para dinamizar o pequeno mercado, que só deverá entrar em pleno funcionamento no início do próximo ano. “Há aqui pessoas que não consomem tudo o que produzem nas hortas, como couves, batatas ou alfaces”, salienta Maria Aurora Nunes, tesoureira da ADCRA.“A ideia inicial era que o mercado fosse de trocas, ou seja, quem precisasse de batatas vinha aqui trocar por alfaces, por exemplo, mas optou-se por fazer uma venda”, explica Maria Aurora Nunes. Em Arados residem perto de 200 famílias. A maior parte da população é idosa e não tem possibilidades de se deslocar aos supermercados mais próximos em Samora Correia. “Há poucos transportes e as pessoas cansam-se de ir a Samora”, confessa Manuel Oliveira, presidente da colectividade e mentor da ideia. Se o projecto correr bem, é objectivo da associação solicitar à câmara a abertura de um mercado mensal nos Arados, à semelhança do que acontece em Benavente e Samora Correia. “Há muita pobreza envergonhada”Os responsáveis da ADCRA estão também a tentar estabelecer uma parceria com a Cruz Vermelha para darem apoio alimentar a sete famílias de Arados que vivem com dificuldades. Maria Aurora Nunes diz que ainda há muita “pobreza envergonhada” na comunidade e que tem de ser combatida. “Hoje em dia somos todos pobres, só quem conseguiu amealhar alguma coisa durante a vida é que ainda vai conseguindo aguentar. Mas não devemos ter vergonha de admitir que somos pobres”, vinca.
Mercado com produtos das hortas para combater isolamento do lugar de Arados

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