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O bem mais precioso da nossa região é o rio Tejo
Eduardo Sérgio sempre quis trabalhar por conta própria

O bem mais precioso da nossa região é o rio Tejo

Eduardo Sérgio, proprietário da Era Cartaxo (Cartaxomióvel, Ld.ª)

Edição de 05.04.2018 | Três Dimensões

Eduardo Sérgio tem 47 anos, vive em Vila Chã de Ourique e é apaixonado por motas. Considera-se um bom garfo e diz ter um bom coração. Tem dois cães, um pónei, galinhas, gansos, ovelhas e patos e adora viver no campo. Nunca quis trabalhar por conta de outrém para não ver as suas ambições limitadas por um ordenado certo ao fim do mês. Proprietário de uma imobiliária e com os ventos a soprarem de feição para o sector avança com precauções porque não esqueceu ainda os efeitos da crise.

Desde que me lembro sempre quis trabalhar por conta própria. Gosto muito de controlar o meu próprio destino. Não me agrada estar dependente de um vencimento pago por outrém. Os ganhos fixos podem dar estabilidade mas limitam-nos. Não nos dão possibilidade de ir mais além para podermos ter coisas que gostamos de ter.

Agora o mercado imobiliário está bom mas temos que aprender com os erros do passado. É necessário avançar com grande precaução. Quando a crise rebentou muitas empresas da região tiveram que fechar. Felizmente esse tempo passou.

No Cartaxo não há edifícios muito altos, as estradas são largas e as casas não estão em cima umas das outras. É muito agradável viver-se nesta cidade. Há pessoas de Santa Iria da Azoia e de Vila Franca de Xira que trabalham no Carregado e na Azambuja e preferem vir viver para o Cartaxo. Aqui há qualidade de vida.

Se eu fosse presidente da câmara melhorava a limpeza. Tenho tido pessoas de várias zonas do país e das ilhas que vêm cá e que comentam isso. Dizem que o Cartaxo é bonito mas não é limpo. Devia haver mais algum cuidado.

A minha infância foi passada em Vila Chã de Ourique. Costumava passar horas a brincar na rua com os meus amigos. Jogávamos ao pião, ao berlinde, à apanhada e às escondidas. E íamos aos pássaros com fisgas.

A minha mota é uma amiga especial. Desde pequeno sempre gostei de motas. Mal adquiri uma comecei logo a ir a concentrações e a participar em provas de estrada e off road no país e no estrangeiro. A minha última foi a semana passada em Ponta Delgada, nos Açores.

A música dos anos 80 está no meu coração. Tenho várias referências musicais e que ainda hoje estão na moda como os Scorpions e os Queen, do saudoso Freddie Mercury.

Antigamente o corpo musculado não era bem visto. Hoje em dia é sinal de beleza e de saúde. Ainda cheguei a fazer musculação durante muitos anos e até ponderei entrar em campeonatos. Agora apenas pratico yoga e natação. Aproveito esses momentos para exercitar o corpo e relaxar a cabeça. O resto do tempo livre dedico-o à minha família.

Gosto de conhecer novas culturas. Já estive em vários países da Europa, muito também graças à minha paixão pelas motas e à minha profissão. É uma forma de ir à descoberta de novas realidades que, no fundo, nos ajuda a ter uma visão mais aberta e não tão limitada em relação à sociedade.

Aprecio um bom vinho e um bom prato regional. Gosto muito de uma sopa da pedra de Almeirim. Mas também gosto de uma sopa de peixe, de um cozido à portuguesa ou de umas enguias fritas.

O rio Tejo é o nosso bem mais precioso. Nós olhamos para o rio Douro em que a economia gira em torno dele e aqui o Tejo está muito aquém das possibilidades e das potencialidades que nos podia oferecer.

O bem mais precioso da nossa região é o rio Tejo

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