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Assalto no Campera foi planeado há vários meses mas correu mal

Grupo de jovens é oriundo da zona do Cacém e foi identificado pela GNR. Autoridades montaram uma caça aos assaltantes sem precedentes na zona e conseguiram recuperar boa parte do material furtado de uma loja de artigos desportivos.

Edição de 13.02.2019 | Sociedade

As três dezenas de jovens envolvidos no aparatoso assalto a uma loja de artigos desportivos no centro comercial Campera, no Carregado, são oriundos da zona da linha de Sintra e Cacém e ficaram em liberdade por serem menores de idade.
Os assaltantes, que já se conheciam e alguns até já estariam referenciados por crimes semelhantes noutras zonas da grande Lisboa, usaram as redes sociais para combinar o golpe com vários meses de antecedência e planeavam usar o comboio para fugir.
As autoridades estão a investigar a troca de mensagens entre o grupo criminoso que permitiu planear o assalto, que não teve sucesso graças à rápida acção dos seguranças do Campera e à GNR, que cercou o centro comercial e os acessos à vila do Carregado, montando uma verdadeira caça ao homem sem precedentes na zona.
Na manhã de quinta-feira, 31 de Janeiro, 30 jovens entraram numa loja da Nike no Campera e deitaram a mão a tudo o que encontraram, colocando-se em fuga em menos de cinco minutos. Não houve agressões nem violência mas os funcionários e a segurança perceberam que algo não estava certo quando viram um grupo anormalmente grande de jovens a entrar na loja de repente.
Dado o alerta, as grades exteriores do centro comercial foram fechadas e a maioria acabou trancada dentro do recinto pelas autoridades. A maioria dos bens roubados foi recuperada. Os poucos que conseguiram escapar acabaram detidos pouco depois, um deles na posse de uma navalha. Algumas detenções foram feitas já na estação de comboios de Vila Franca de Xira.
Ao todo, 28 jovens foram identificados pela GNR e cinco detidos e constituídos arguidos. Todos tinham idades entre os 13 e os 20 anos. Os detidos foram postos em liberdade e entregues aos pais por serem menores de idade. As imagens de videovigilância do centro comercial foram determinantes para ajudar as autoridades a identificar alguns dos menores que escaparam.
A GNR montou um dispositivo de várias patrulhas, com 30 militares no terreno, dos destacamentos de Alenquer e Vila Franca de Xira, bem como elementos dos núcleos de investigação criminal. O destacamento de trânsito do Carregado, situado ao lado do centro comercial, também colaborou na caça aos assaltantes.
Contactada por O MIRANTE, a administração do Campera confirma que a situação ficou sanada de forma célere e sem danos, tratando-se de uma situação isolada. “Acreditamos que não irá ter repercussões no futuro. Cabe-nos enaltecer o trabalho da nossa equipa de vigilância que, a par com as autoridades, rapidamente isolaram a situação permitindo que o centro voltasse ao seu normal funcionamento”, explica.

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