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Diz-se diplomata e soma conflitos com polícias em Santarém

Tribunal já tem vários casos e agora condenou-o por resistência e agressão a agente.

Edição de 13.02.2019 | Sociedade

O homem que já tem um historial de desentendimentos com a PSP de Santarém e que umas vezes diz ser diplomata e outras apresenta-se como advogado da ONU, foi condenado por resistência e coacção e agressão a um agente policial. O Tribunal de Santarém, que o julgou em processo sumário, para casos de flagrante delito, deu como provado que Jorge Santos Silva não quis identificar-se ao agente na sequência de uma infracção de trânsito, tentou evitar a sua detenção e arranhou o polícia nas mãos.
O arguido foi condenado pelo crime de resistência e coacção sobre funcionário na pena de 15 meses de prisão, suspensa pelo período de um ano. Pelo crime de ofensas à integridade física qualificada apanhou 90 dias de prisão, substituída por igual período de multa à taxa de sete euros diários, o que perfaz a quantia de 630 euros.
A situação passou-se, segundo a sentença, na manhã de 26 de Novembro de 2018, na Rua Pedro de Santarém junto a uma pastelaria, onde o arguido estacionou o carro em cima do passeio. Segundo a sentença, o agente da PSP que fazia serviço na zona começou a passar a multa, quando o homem sai da pastelaria e dirige-se ao polícia dizendo que estava a comprar pão e que de seguida retirava o carro, voltando de imediato para dentro do estabelecimento. Quando voltou ao carro, o polícia pediu-lhe a identificação, o que este recusou mostrar. Depois deu um empurrão ao agente para se meter dentro da viatura. Para impedir a fuga, o agente tentou algemá-lo, mas o alegado diplomata umas vezes e advogado outras, profissões que nunca foram confirmadas, resistiu, arranhando as mãos do agente e atirando-se para o chão a gritar.
Segundo o relatório policial que serviu de base à condenação, foram necessários vários agentes para dominar o homem, que já tem outros processos por casos do mesmo género. O condenado também fez queixa do agente, alegando que ele falou de forma brusca, que o agrediu e algemou de forma brusca e que foi levado para a esquadra, onde também foi agredido. Esta queixa está a ser investigada.
Já em Agosto de 2017 por ocasião da passagem da Volta a Portugal em bicicleta em Santarém, recusou retirar o carro de uma rua onde iam passar os ciclistas e foi acusado de agredir um jovem, de 24 anos, que foi em auxílio do polícia. O caso ocorreu na Calçada do Monte quando um polícia se dirigiu ao homem, que tinha o carro estacionado na faixa de rodagem em frente do restaurante chinês, dizendo-lhe que tinha de tirar a viatura. O automobilista recusou-se a retirar o carro, afirmando que era diplomata. O jovem Luís Carlos Vicente, ao aperceber-se do sucedido, tentou ajudar o polícia, mas foi agredido à bofetada pelo homem, segundo queixa apresentada às autoridades.

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