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“Raízes Ribatejanas” produz licores tradicionais com sabores e nomes criativos
foto DR Ricardo e Célia Luís são os proprietários da “Raízes Ribatejanas”

“Raízes Ribatejanas” produz licores tradicionais com sabores e nomes criativos

Veneno de Serpente, Mijo de Boi, Vaca Mansa, e Licor Bravo são licores com história e lenda associadas.

Edição de 14.03.2019 | Economia

A empresa “Raízes Ribatejanas” nasceu em 2018 pelas mãos de Célia e Ricardo Luís, empresários de Vila Franca de Xira que assim criaram uma empresa que se dedica a produzir e comercializar licores que pretendem que venham a ser de marca reconhecida pelos seus sabores naturais e de origem do Ribatejo. Querem assim ajudar a dinamizar esta região do país que até agora não tinha um licor que a caraterizasse. Podem encontrar muito em breve estes licores à venda em lojas de bebidas, restaurantes e bares de todo do país.
Na sua apresentação aproveitam para divulgar o concelho onde está sediada a empresa e as suas tradições, como forma de enquadrar culturalmente e em termos de aromas e sabores, os seus produtos.
“Com estes licores queremos mostrar um pouco da nossa terra que é rica em cultura, história e tradições. Desde a nossa dança de ritmo bem vincado que é o fandango, a gastronomia, as belas lezírias e várzeas do rio Tejo povoadas de gado bravo, povoações de aves desde falcões, gansos selvagens, corujas, águias, bandos de rouxinóis,
cotovias… e quem não se lembra logo dos muitos ninhos das cegonhas por esses campos fora… passeios a cavalo por paisagens verdejantes ou por um belíssimo passeio no Tejo, apreciar este lindo rio que nos presenteia com uma paisagem de cortar a respiração, exaltamos quando falamos nesta terra pois não é difícil adivinhar que as nossas raízes são do Ribatejo, o que nos trás memórias de cheiros, sabores e aromas dos nossos antepassados que nesta terra viveram e aqui criaram raízes criando vacas e bois, vendendo leite fresquinho, sobrevivendo cultivado frutos e fazendo deles licores que aqueciam os dias mais frios,” explica a responsável.
Sorridente,Célia não quis deixar de salientar que no sótão da avó encontraram num livro cheio de pó, rabiscos de quem mal sabia escrever, algumas receitas que inspiraram a criar alguns dos licores que apelidam com nomes atrevidos, dando um pouco de humor “respeitando a cultura e tradição destas terras Ribatejanas”.
“Quisemos respeitar os aromas e com isso contrariar a tendências de fazer licores à pressa com pozinhos perlim pim pim. Por isso voltamos às raízes nas mais puras essências e apostamos em licores 100% naturais sem corantes, sem aromas artificiais, sem conservantes, fomos descobrir os sabores da natureza. Depois foi só dar asas à imaginação e criatividade”, acrescenta.
Com um toque muito especial de humor surgiu o licor “Mijo de Boi”, em memória do boi Narciso que gostava de ir ao pomar do avô comer-lhe as laranjas. Já o licor “Vaca Mansa” que é um licoroso, foi inspirado na vaca Valentina que apesar de mansa era atrevida. O Premiado Licor “Veneno de Serpente” é um licor que para além de ser um desafio para quem se deixa seduzir, foi-lhe atribuído a 13 de Fevereiro no concurso de licores em Santarém a Medalha de Prata, tem também associada a lenda de Nossa Senhora de Alcamé, padroeira do campo.
A Raízes Ribatejanas tem ainda um Licor Bravo que é a sua Ginginha aromatizada e com uma textura mais leve e menos doce. Para quem quer sentir a diferença.
E prometem os responsáveis que mais estarão ainda por criar… A enaltecer o Ribatejo.

“Raízes Ribatejanas” produz licores tradicionais com sabores e nomes criativos

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