Sociedade | 12-04-2018 12:55

Câmara de Alcanena não acolhe mais refugiados no concelho

Câmara de Alcanena não acolhe mais refugiados no concelho
Foto O MIRANTE

Município oferece à Segurança Social casa que esteva destinada a receber pessoas fugidas da guerra.

A presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS), colocou à disposição da Segurança Social a casa destinada a acolher refugiados no concelho. A autarca deu a novidade na quarta-feira, 11 de Abril, durante mais uma sessão do Fórum do Recursos Sociais que decorre em Alcanena até sábado, 14 de Abril.

"Temos esta resposta social para oferecer à Segurança Social. A casa está toda equipada e não pretendemos receber mais refugiados. Já temos respostas para a violência doméstica no concelho, através do Centro de Bem Estar Social de Alcanena, não temos a intenção de competir mas sim de complementar. Olhar o nosso território e ver o que pode fazer falta no concelho ou na região, por isso oferecemos esta casa à Segurança Social", afirmou Fernanda Asseiceira.

Recorde-se que a Câmara de Alcanena acolheu uma família síria que chegou ao concelho a 25 de Janeiro de 2017, mas esse agregado não mostrou vontade em permanecer em Portugal partindo no dia 6 de Fevereiro desse ano para a Alemanha. Os seis elementos apenas falavam árabe, sendo dois adultos com 36 e 34 anos, três filhas, com 12, 9 e 7 anos, e um filho com três anos.

Os refugiados foram recebidos no aeroporto de Lisboa pela presidente da Câmara de Alcanena e seguiram para o Bairro Timor Lorosae, em Alcanena, onde ficaram instalados num apartamento. A família acolhida contou com várias doações, de particulares e empresas, contando ainda com a colaboração da professora Manuela Henriques, que manifestou interesse em ensinar português, e de Badia Amerraye, natural de Marrocos, que os ajudaria na comunicação, mas a família nunca se adaptou e acabaria por viajar para a Alemanha pouco tempo após a sua chegada.

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