Sociedade | 01-02-2019 13:19

Rodoviária do Tejo, Lis e Oeste volta à greve a 4 e 5 de Fevereiro

Administração e sindicatos não se entendem, em causa está o aumento do salário e a unificação das regras de trabalho nas três empresas .

Os trabalhadores da Rodoviária do Tejo, do Lis e do Oeste mantêm a paralisação agendada para segunda e terça-feira, 4 e 5 de Fevereiro, uma vez que, segundo fonte sindical, os sindicatos não chegaram a acordo com a administração da empresa.

Manuel Castelão, delegado do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, afirmou que a delegação da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) voltou a reunir-se com a administração, a 31 de Janeiro, mas a proposta avançada por esta, embora superior à que foi rejeitada na passada terça-feira, continua a ser “inaceitável”, com a agravante de a empresa ter excluído do processo os trabalhadores não motoristas.

De acordo com o delegado sindical a empresa subiu a sua proposta dos 639 euros para os 650, um valor que considera bastante abaixo do último valor avançado pela FECTRANS, de 685 euros, igualando o salário mais baixo que é praticado pelo grupo Barraqueiro na Rodoviária em Coruche.

Segundo Manuel Castelão, embora os motoristas constituam o principal grupo profissional da empresa, com cerca de 650 trabalhadores, é uma injustiça excluir o pessoal da manutenção e os administrativos.

O sindicalista afirmou que vão ser realizados plenários de trabalhadores no sábado e no domingo, em Santarém e Alcanena (distrito de Santarém) e nas Caldas da Rainha e em Leiria (distrito de Leiria), sendo “natural que haja decisões de novas paralisações”, além das já agendadas para segunda e terça-feira da próxima semana.

Manuel Castelão adiantou que a administração decidiu aplicar o aumento anunciado a 31 de Janeiro a partir de 1 de Julho, considerando “vergonhoso” que, até lá, estes trabalhadores "fiquem a ganhar menos que o salário mínimo nacional".

“São eles o rosto da empresa”, salientou, referindo o facto de serem exigidos a estes trabalhadores requisitos que os obrigam a um investimento inicial da ordem dos 3.000 euros, além de estarem sujeitos a horários de trabalho que os levam “a estar fora de casa entre 12 a 14 horas por dia, afastando-os das famílias”.

A última paralisação dos trabalhadores da Rodoviária do Tejo, do Lis e do Oeste aconteceu a 3 e 4 de Janeiro.

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