Sociedade | 05-02-2019 16:17

Ministério Público pede mais seis meses para terminar investigação a Tancos

Ministério Público pede mais seis meses para terminar investigação a Tancos

MP alega que as diligências que considera imprescindíveis são impossíveis de realizar até dia 28 de Março, prazo inicial para a conclusão do inquérito.

O Ministério Público (MP) pediu ao tribunal que seja declarada a especial complexidade ao processo das armas de Tancos, o que permitirá dilatar até ao final de Setembro o prazo para a conclusão do inquérito.

Para pedir o alargamento do prazo, o MP argumenta também com o número de arguidos, a dispersão territorial dos factos e a complexidade da análise dos meios de prova.

Entre as diligências que o MP ainda pretende realizar, destaca-se a audição dos 20 arguidos e a inquirição de 15 testemunhas e reconstituição dos factos. O processo aguarda também a junção de mais de cem relatórios de exames periciais realizados pela Polícia Judiciária.

O processo de Tancos, que resulta da apensação do processo do furto das armas e do aparecimento das mesmas meses depois na Chamusca, conta com 20 arguidos, dos quais nove estão em prisão preventiva e um em prisão domiciliária.

Os crimes indiciados são terrorismo internacional, associação criminosa, tráfico de droga, furto, detenção e tráfico de armas, tráfico de influência, e denegação de justiça e prevaricação, falsificação de documento e abuso de poder.

O caso do furto de armas, ocorrido em 2017, ganhou importantes desenvolvimentos em 2018, tendo sido detidos militares da PJM e da GNR, suspeitos de terem forjado a recuperação do material em conivência com o presumível autor do roubo, um ex-militar de nome Paulino.

O furto de material de guerra foi detectado pelo exército a 28 de Junho de 2017 e o reaparecimento das armas, na região da Chamusca, a 20 quilómetros de Tancos, foi revelado quatro meses depois (18 de Outubro) pela PJM, em colaboração de elementos do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé.

Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

No parlamento decorre uma comissão de inquérito para apurar as responsabilidades políticas no furto de material militar em Tancos que tem previstas audições a mais de 60 personalidades e entidades e que vai decorrer até Maio de 2019, podendo ser prorrogável por mais 90 dias.

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