Sociedade | 09-02-2019 07:00

Reorganização dos serviços de saúde resolve falta de médicos de família em Abrantes

Reorganização dos serviços de saúde resolve falta de médicos de família em Abrantes

Incentivo financeiro criado pelo município em 2014 tem estimulado a permanência de médicos nas USF e número de doentes sem médico de família baixou para os 2.683.

Maria do Céu Albuquerque anunciou ter conseguido passar de uma taxa de 43%, em 2013, para 8% de utentes sem médico de família, em 2018. "Em cinco anos, e apesar de o município não ter competências próprias [na área da saúde], conseguimos inverter a situação" em trabalho de parceria desenvolvido com o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo e a tutela, disse a presidente da Câmara de Abrantes na Unidade de Saúde Familiar (USF) Beira Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo, onde decorreu a apresentação dos resultados e objectivos a alcançar com a reorganização dos serviços médicos de proximidade.

A autarca congratulou-se com o trabalho iniciado "há mais de cinco anos" e em que o objectivo era "criar condições para que todos tivessem acesso à saúde", num município de 714 quilómetros quadrados, 13 freguesias e 38 mil utentes inscritos, dos quais "35.718 utentes frequentadores".

Em Dezembro de 2013 eram 15.190 os utentes sem médico de família no concelho, "o caso mais grave" em todo o Médio Tejo, tendo os números agora apresentados revelado que esse valor se cifra nos 2.683 utentes.

"Além do apoio financeiro [o município de Abrantes criou em 2014 um incentivo financeiro anual de nove mil euros, valor individual por médico, com o objectivo de estimular a permanência de médicos nas USF], foram criados novos modelos de organização, nomeadamente as USF, recuperámos dois edifícios antigos para a sua instalação, investimos em viaturas para atendimento ao domicílio", enumerou Céu Albuquerque.

Com a entrada em serviço de quatro médicos na USF Beira Tejo, a 1 de Fevereiro, que se juntou à USF D. Francisco de Almeida, em Abrantes, o problema do acesso aos cuidados de saúde primários poderá ficar definitivamente resolvido com a criação de uma terceira unidade "a criar na zona norte do concelho", referiu a autarca.

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