Sociedade | 18-04-2019 07:00

Varino de Vila Franca de Xira pode atracar em cinco novos cais de Lisboa

Varino de Vila Franca de Xira pode atracar em cinco novos cais de Lisboa
TURISMO

Protocolo quer destacar riqueza patrimonial daquela embarcação

O barco varino Liberdade, símbolo da cultura avieira de Vila Franca de Xira, vai poder atracar gratuitamente em cinco novos cais da zona de Lisboa: Pontão do Achigã, Doca de Alcântara, Doca de Santo Amaro, Doca de Belém e na Doca de Pedrouços. Essa medida permite levar passageiros, especialmente turistas e estudantes, mais longe no rio e ao mesmo tempo aproximar o barco de turistas e novos entusiastas.

Para permitir a acostagem vai ser assinado um protocolo de colaboração entre a Câmara de Vila Franca de Xira e a Administração do Porto de Lisboa. É um protocolo que abrange também outros municípios do Estuário do Tejo que tenham embarcações típicas, visando a promoção dessas embarcações do Tejo enquanto “parte de um património dotado de extrema riqueza”, lê-se no documento.

O varino Liberdade, de Vila Franca de Xira, é um dos barcos tradicionais do Tejo mais bem conservados do país e a sua popularidade está espelhada no número de visitantes, que chega em alguns anos a ser superior ao meio milhar. Com apenas 40 lugares a maioria dos seus passeios pelo Tejo estão sempre esgotados com antecedência.

O varino Liberdade fazia parte de uma frota de intenso tráfego fluvial de transporte de mercadorias. Tem dezoito metros, quarenta toneladas, duas velas, proa alta e um fundo chato que lhe permite navegar pelos baixios.

Recados a deputados no EVOA

Vários deputados dos diferentes grupos parlamentares visitaram o EVOA – Espaço de Visitação e Observação de Aves de Vila Franca de Xira no dia 2 de Abril e ouviram de Alberto Mesquita vários recados. O autarca vilafranquense lembrou os deputados, no que disse ser “uma reunião interessante”, para a necessidade de se salvaguardar a qualidade da água usada para o regadio, recuperar o mouchão da Póvoa e assumir como prioridade, de uma vez por todas, a navegabilidade no Tejo. “Se não tivermos boa navegabilidade os barcos tradicionais também terão dificuldade. Alguns encalham e têm de esperar pela maré para seguir o seu destino”, lamentou.

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