Sociedade | 09-07-2019 17:49

Corrida O MIRANTE: Ganadaria Grave no melhor momento promete emoção

Corrida O MIRANTE: Ganadaria Grave no melhor momento promete emoção

Joaquim Grave diz que é uma preocupação se o sobrinho e cabo dos forcados de Santarém decidir pegar no Campo Pequeno, no dia 25 de Julho

A ganadaria Murteira Grave está no melhor momento que alguma vez esteve em Portugal, diz o ganadeiro Joaquim Grave que representa a terceira geração na criação de toiros de lide. Numa altura em que a ganadaria comemora 75 anos de existência e vai ter uma corrida na maior praça do país (Campo Pequeno) que assinala a data e à qual se associa O MIRANTE, Joaquim Grave diz que está a concentrar esforços na reconquista de Espanha.

Joaquim Grave vê com muita expectativa a corrida de O MIRANTE e dos 75 anos da ganadaria no Campo Pequeno, no dia 25 de Julho, às 21h45, onde o ganadeiro vai apresentar um curro de excelência, como já é habitual na ganadaria. Até porque o grande objectivo que está sempre na mente do ganadeiro é manter a fasquia e honrar a responsabilidade que herdou do avô e do pai.

Esta corrida tem também a particularidade de os Forcados de Santarém serem capitaneados pelo sobrinho do ganadeiro, João Grave. Um momento de alegria mas também de muita preocupação, já que, diz Joaquim Grave, conhecendo bem a dureza dos seus toiros, o sobrinho guarda para si sempre o mais difícil. É natural que se o cabo for pegar um toiro, o tio Joaquim esteja nervoso.

Joaquim Grave diz que quer agora reconquistar as presenças e os triunfos em Espanha, onde já venceu esta temporada um concurso de ganadarias em Saragoça. Tem mais toiros para corridas no país vizinho e está previsto, embora ainda não esteja conformado, participar numa corrida com concurso de ganadarias em Madrid.

O ganadeiro tem consciência que não é fácil reconquistar a imagem que a ganadaria teve em Espanha nos anos 70 e 80, porque hoje as grandes figuras do toureio não querem toiros muito duros, exigentes e de grande bravura como são os Murteira Grave.

Inteiramente dedicado à criação de toiros, Joaquim Grave, que esteve vinte e seis anos a trabalhar como investigador na Estação Zootécnica Nacional no Vale de Santarém, confessa que abandonou “a vida mundana” para se dedicar inteiramente ao campo. São raras as vezes que vai à cidade e a Lisboa só vai mesmo quando é preciso, por exemplo a alguma corrida que tenha os seus toiros.

Joaquim Grave está a dirigir a ganadaria desde 2002, quando o pai lha entregou para gerir. Em 2009 o ganadeiro recebeu o prémio Personalidade do Ano na área da Tauromaquia, atribuído por OMIRANTE.

A corrida tem um cartel quase todo ribatejano. Actuam dois jovens cavaleiros ribatejanos: Francisco Palha e João Ribeiro Telles, e o cavaleiro de Pegões: Luís Rouxinol Júnior. Foram escolhidos dois grupos de forcados que valorizam a arte da forcadagem ribatejana: Santarém e Coruche.

Esta corrida está a motivar uma grande expectativa no Campo Pequeno, que espera ter um dos melhores espectáculos da temporada. A começar pelo facto de os cavaleiros estarem a pontuar a temporada e por serem aqueles em quem os aficionados maiores esperanças depositam

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