Sociedade | 17-07-2019 12:30

Festas da cidade na Quinta da Piedade dividem povoenses

Festas da cidade na Quinta da Piedade dividem povoenses
PÓVOA DE SANTA IRIA

Decisão anunciada pela Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria está a gerar controvérsia.

O interior da Quinta Municipal da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, é o espaço escolhido pela junta de freguesia local para ser o palco da festa anual da cidade, já que no espaço habitual está a ser construída uma urbanização.

A decisão está a criar fortes discussões e divisões na cidade, com muita gente a considerar que a quinta municipal é um espaço nobre que deve ser preservado e reservado para eventos limitados. Há também ambientalistas e defensores dos animais que temem pelo conforto das dezenas de animais que ali existem na quinta pedagógica e que poderão sofrer perturbações por causa do barulho.

Entre quem jure nunca mais meter os pés na festa há quem note que o espaço foi bem escolhido, é seguro e que a festa será uma óptima forma de aproveitar o recinto. Na mira das discussões está Jorge Ribeiro (PS), presidente da junta de freguesia, que transmitiu a novidade sobre a localização para as festas na última assembleia de freguesia.

A junta procurou reunir consensos em torno do local, reunindo com o movimento associativo, eleitos locais e forças de segurança. Estiveram em cima da mesa três locais: Tágides Parque, Avenida Dom Vicente Afonso Valente e o complexo do União Atlético Povoense juntamente com a zona ribeirinha. Por recomendação das forças policiais estes últimos espaços não puderam ser considerados. “No Tágides percebemos que há uma grande proximidade com habitação e também um lar residencial, logo não seria lógico fazer a festa ali”, explicou o autarca.

Jorge Ribeiro admite que na quinta municipal não será possível realizar a festa nos mesmos moldes dos anos anteriores, com todos os equipamentos de diversão e espectáculos taurinos, mas que o novo modelo está em estudo e visa, acima de tudo, manter a festa no calendário.

“É necessário que as pessoas compreendam que para nós o que era fundamental eram as questões de segurança. Assumimos esse ónus, para o bem e para o mal, e estamos a preparar um modelo que será provisório. Não queremos que a festa pare e temos esse compromisso de manter a tradição”, acrescenta.

Há a promessa de manter a vertente religiosa da festa, bem como os espectáculos musicais e as tasquinhas das associações. “Estamos a tentar criar uma alternativa para a questão tauromáquica, da sardinhada e dos divertimentos. Podem ser feitos ou não, tudo está em cima da mesa, o que tentaremos zelar é pela manutenção da tradição desta forma provisoria”, refere o autarca. A junta já pediu entretanto autorização à câmara municipal para usar o espaço. A festa deverá ocorrer no final do Verão.

Recorde-se que o terreno onde a festa vinha sendo organizada nos últimos 20 anos é privado e vai receber uma nova urbanização. Nessa zona haverá um futuro recinto destinado a acolher as festas da cidade.

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