Sociedade | 15-10-2019 11:35

Presidente de Alcanena manda maus cheiros para o Ministério Público

Presidente de Alcanena manda maus cheiros para o Ministério Público

Fernanda Asseiceira disse em assembleia municipal, perante duas centenas de munícipes, que as indústrias infractoras têm de ser conhecidas e punidas

A presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, vai avançar com uma queixa no Ministério Público (MP) por crimes ambientais. A garantia foi dada esta segunda-feira, dia 14 de Outubro perante duas centenas de munícipes que assistiram à assembleia municipal extraordinária onde esteve em debate os maus cheiros na vila.

“Temos que saber quem são as empresas infractoras e puni-las”, referiu a autarca, dizendo que não se pretende acabar com a indústria do couro no concelho, mas sim acabar com as más práticas ambientais que “algumas indústrias estão a promover”.

Os maus cheiros na vila intensificaram-se desde Agosto, numa altura em que o sistema de tratamento passou para a alçada de uma recém-criada empresa municipal, a Aquanena, depois de ter sido retirada pela câmara a concessão da gestão da estação de tratamento de águas à associação de utilizadores Austra.

A sessão teve início às 20h00 e terminou muito depois da meia-noite, onde o que se assistiu foi intervenções de defesa quer por parte da empresa municipal Aquanena, que esteve representada pela directora-geral Isabel Pires, quer pela Austra, representada pelo presidente do conselho de administração Paulo Costa.

Fernanda Asseiceira sempre num tom de defesa da empresa municipal Aquanena, referiu que a culpa é das indústrias “infractoras” que fazem descargas de produtos poluentes fora de horas “tal como podemos todos perceber”, aludindo aos maus cheiros que se fizeram sentir por volta das 22h00, no Cine Teatro São Pedro. Recorde-se que as empresas só têm autorização para lançar os efluentes nos colectores para a ETAR entre as 00h00 e as 3h00.

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