Sociedade | 20-05-2020 12:30

Comemorações dos 106 anos do concelho de Alcanena marcadas pela crispação política

Comemorações dos 106 anos do concelho de Alcanena marcadas pela crispação política

Sessão solene foi aproveitada pela oposição para lançar críticas ao executivo liderado pela socialista Fernanda Asseiceira.

As comemorações dos 106 anos da elevação de Alcanena a concelho, no dia 8 de Maio, ficaram marcadas pela crispação política entre a oposição e a maioria socialista que gere o município. Na sessão solene, que decorreu no Cine-Teatro São Pedro, houve uma troca de acusações entre os representantes das forças políticas com assento na assembleia municipal e a presidente de câmara Fernanda Asseiceira (PS). A autarca diz que se tratou de “mau gosto” a escolha do dia para a oposição deitar abaixo o trabalho feito e sublinhou várias vezes que se trata de uma “perseguição pessoal”.


A sessão decorreu sem a presença de público e da comunicação social devido às restrições provocadas pela pandemia do coronavírus. O representante da CDU na assembleia municipal, Ivo Santos, foi o mais crítico sobre as políticas “erradas” seguidas pelo executivo liderado por Fernanda Asseiceira. Um concelho “estagnado”, onde a redução do número de habitantes é consequência da fraca aposta nas oportunidades de emprego o que leva os jovens a “fugirem” foi o tema que mais sublinhou. O ambiente não foi esquecido pelo comunista referindo que os problemas da poluição “não acabaram”.


O representante da bancada do Movimento Cidadãos por Alcanena (PSD/CDS/MPT), Rui Anastácio, foi mais longe e defendeu que cada cêntimo do orçamento municipal deve ser colocado ao serviço da economia e da sociedade e não “ao dispor de quem quer seguir carreiras políticas”. O tema da captação de população para o concelho foi também abordado por Rui Anastácio. “Não existem varinhas mágicas, mas ou há ambição ou não há”, atirou.

Presidente pede à oposição para mudar de registo

Fernanda Asseiceira subiu ao palco para sair em defesa do seu nome e das políticas que o seu executivo tem desenvolvido e lamentou a escolha de um dia de celebração para a realização de ataques políticos. “Mudem de registo”, começou por retorquir a autarca. “Para a oposição qualquer sítio serve para a maledicência e para o ataque pessoal. É um mau serviço público que prestam a este concelho”, acrescentou ainda.


Fernanda Asseiceira termina o seu ciclo como autarca no próximo ano, não podendo recandidatar-se e mais uma vez lembrou toda a obra feita com contas consolidadas. Em sua defesa recordou a dívida que herdou quando tomou posse em 2009, de cerca de 20 milhões de euros, que reduziu em 70%. “A oposição desvaloriza tudo o que foi feito. Aliás, sempre que pode, nas reuniões de câmara, vota contra tudo o que seja obras e desenvolvimento para o concelho”, reiterou.


Na sessão subiram ainda ao palco o presidente da mesa da assembleia municipal, Silvestre Pereira, que aproveitou para deixar uma palavra a toda a população profissional e voluntária que tem estado envolvida no combate à Covid-19. Também a representante da bancada socialista na assembleia municipal, Carla Batista, subiu ao palco para valorizar o trabalho feito pelo executivo socialista.

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