Sociedade | 03-08-2020 15:00

Doentes em macas há duas semanas à espera de cirurgias urgentes em Abrantes

Doentes em macas há duas semanas à espera de cirurgias urgentes em Abrantes
SOCIEDADE

Situação passa-se na urgência ortopédica, a funcionar em más condições devido às medidas de contingência da Covid-19 que levaram a desviar camas do serviço. Centro hospitalar diz que resolve situação em breve.

Há doentes que estão há duas semanas à espera de operações urgentes de ortopedia no Hospital de Abrantes, instalados em macas, porque a enfermaria não tem vagas. A situação complicou-se devido ao plano de contingência à Covid-19, que implicou mudanças nos serviços. O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) reconhece que a situação de pandemia veio dilatar os tempos de espera de cirurgia ortopédica. Alguns dos doentes que estão à espera de cirurgia são idosos e sofreram fracturas que necessitam de cirurgia rápida estando instalados em condições desconfortáveis.


Uma das situações que está a revoltar os familiares dos doentes, além do tempo de espera, é o facto de não haver condições no serviço de urgência de ortopedia, no sétimo piso do Hospital de Abrantes, onde algumas pessoas já estiveram quinze dias numa maca porque as camas foram retiradas para doentes com Covid-19. O centro hospitalar, questionado por O MIRANTE, refere que houve necessidade, devido à pandemia, de mudar o serviço de ortopedia de Abrantes para Tomar, o que “trouxe alguns constrangimentos que têm sido superados com o esforço e dedicação dos profissionais de saúde”.


O CHMT diz que está a trabalhar no sentido de que o serviço de ortopedia regresse em breve a Abrantes, permitindo um aumento de camas para cirurgia ortopédica programada, diminuindo por sua vez a “pressão na enfermaria de ortotrauma”, onde estão as pessoas à espera de cirurgias urgentes. O aumento do número de camas “permitirá reduzir os tempos de espera para a realização de cirurgias ortopédicas”, refere o centro hospitalar, que diz esperar ter a situação estabilizada em Agosto.


Na resposta a O MIRANTE, o centro hospitalar salienta que há situações em que o tempo de espera pode estar relacionado “com a necessidade de alguns desses doentes, sobretudo os mais idosos, interromperem medicação, situação que pode prolongar-se até 10 dias”.

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