Sociedade | 11-08-2020 10:00

Campismo selvagem e festas nocturnas causam desassossego na Aldeia do Mato

Campismo selvagem e festas nocturnas causam desassossego na Aldeia do Mato
SOCIEDADE

Invasão de jovens aos fins-de-semana perturba quem procura a albufeira do Castelo do Bode, junto a Aldeia do Mato, para descansar e retemperar forças rodeado por uma paisagem idílica.

Alguns moradores da Urbanização Vale Manso, em Aldeia do Mato, concelho de Abrantes, queixam-se que os turistas, normalmente entre sexta-feira e domingo, “invadem” as ilhas da albufeira de Castelo de Bode onde fazem festas até altas horas com música muito alta, fogueiras e churrascos deixando tudo sujo. Os mesmos moradores criticam o facto das pessoas que ali passam o fim-de-semana não respeitarem o distanciamento social imposto nesta altura derivado da pandemia provocada pela Covid-19.


“Desde o início do Verão que estes locais são invadidos por dezenas de campistas selvagens que, durante a noite, fazem festas com música fora dos limites do som permitidos. São muitas pessoas o que torna impossível cumprir o distanciamento social que nos é pedido”, critica Eurico Nunes. O residente na urbanização conta que ao domingo de manhã muitas pessoas tentam ir para essas praias, sobretudo a que tem areia e é a mais apetecida porque liga as duas ilhas, mas não tem espaço para colocar a toalha. “Durante o dia juntam-se grupos superiores ao permitido durante o confinamento, sem qualquer regra de segurança”, afirma outro cidadão que ali reside.


Eurico Nunes conta ainda que é frequente barcos e motos serem conduzidos a “alta velocidade”, passando pelo meio dos banhistas sem qualquer regra de segurança. “Muitos jovens emprestam as motas de água uns aos outros e alguns não têm qualquer habilitação marítima para o fazerem”, lamenta. Os moradores apelam a que os locais sejam vigiados e atribuída lotação a estas praias para que não haja excesso de pessoas.


Contactado por O MIRANTE, o presidente da Câmara de Abrantes confirmou que chegou ao Serviço Municipal de Protecção Civil uma denúncia da situação e reencaminhou o email para o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana (GNR). Manuel Valamatos explica que os espaços em causa não são considerados praias fluviais, embora as pessoas os frequentem e os utilizem. Não estão concessionados e por isso não é responsabilidade do município.


“Por exemplo, há 15 dias houve uma tentativa de fazer uma fogueira por parte de algumas pessoas e a GNR foi logo chamada ao local e tomou conta da ocorrência. Sempre que temos conhecimento de situações que não cumpram as regras da Direcção Geral de Saúde informamos a GNR que é a entidade competente. A câmara municipal não tem poder para intervir nesses locais”, referiu o autarca de Abrantes.


Fonte da GNR disse a O MIRANTE que teve conhecimento de uma denúncia no último fim-de-semana e deslocaram uma patrulha ao local mas não encontraram nada de ilegal. A GNR tem conhecimento que nestes meses de Verão há mais concentração de pessoas nesses locais mas a GNR está atenta e a reforçar o patrulhamento assim como nas praias fluviais para evitar ajuntamentos e seguir as medidas da DGS.

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