Sociedade | 25-09-2022 18:19

<strong>Assembleia aceita requerimento para discutir desanexação da Póvoa e Forte da Casa</strong>

Foi aceite o requerimento para que seja promovida em Outubro uma assembleia de freguesia extraordinária para debater a desanexação da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa. Maioria dos partidos já disse ser a favor.

Os eleitos da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa vão reunir-se em Outubro para deliberar e obter uma posição final sobre a Lei 39/2021 que permite a desagregação da união que foi criada em 2013.

O requerimento para o agendamento da reunião extraordinária da assembleia foi entregue na sessão de 22 de Setembro e foi apresentado pela CDU e aceite por um terço dos eleitos, o mínimo necessário para a sua aprovação. Foi também aprovada uma proposta do movimento independente António Inácio Póvoa Mais Forte (AIPMF) para que seja constituída uma comissão de acompanhamento do processo de desagregação daquela união de freguesias.

A maioria dos partidos mostrou-se contra a união de freguesias e a única força que se mostrou a favor foi o Partido Socialista, com a presidente da junta, Ana Cristina Pereira, a considerar que é um assunto que deve ser ponderado com cuidado e que a avançar será um erro. Uma posição hoje diferente da que o PS teve em 2013 quando considerou um erro agregar as freguesias.

“Só se justifica esta desanexação se fundamentada e caso cause prejuízo às populações. Não é razoável evocar animosidade e hostilidade entre as populações ou ausência de convivência. É absurdo porque existe um contínuo urbano. Agregar o Forte a Vialonga isso sim, foi um erro. Desanexar uma freguesia com tantos moradores é um salto de fé”, considerou a autarca, notando que em contexto urbano a desanexação iria piorar os serviços públicos locais.

Catarina Loureço, do Bloco de Esquerda, defendeu que a falta de envolvimento da população há nove anos foi a culpada pelos impactos distintos hoje vividos nas duas localidades e defendeu a promoção de sessões públicas na comunidade para discutir o tema. “Temos de fazer um balanço dos ganhos e perdas de cada freguesia”, defendeu.

Chumbado referendo local

O Chega pediu que fosse realizado um referendo local na comunidade mas a ideia foi rejeitada por todas as bancadas. O partido notou, no entanto, será crítico da união existente.

Já a CDU, pela voz de José Dias, notou que foi um erro agregar as freguesias e lembrou que para saber dos prejuízos causados basta ouvir as queixas dos moradores. “Se na Póvoa há quem se queixe que ninguém vai à rua deles, imagine-se no Forte da Casa. Os erros de procedimento e prejuízos existem”, disse.

Para a Nova Geração (PSD/PPM/MPT) a agregação cumpriu o propósito de conferir escala às freguesias mas fê-lo de forma “perniciosa”, como aconteceu no Forte da Casa, levando ao que dizem ser uma decadência da gestão dos espaços públicos e um “sentimento de abandono e de viver em segundo plano” por parte dos fortenses.

Caso a proposta passe em assembleia de freguesia terá ainda de ir a votação em assembleia municipal e a plenário da Assembleia da República.

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