Sociedade | 01-10-2022 21:00

Hotel Quinta das Pratas no Cartaxo está em leilão

Hotel Quinta das Pratas no Cartaxo está em leilão

Unidade hoteleira, encerrada em Maio numa acção do administrador judicial, que despejou uma entidade que estava a explorar o espaço sem ter autorização para tal, está agora à venda para pagar as dívidas aos credores da empresa que detinha o direito de superfície do imóvel e que entrou em insolvência em 2014. A venda por leilão electrónico vai decorrer até 26 de Outubro.

O direito de superfície do Hotel da Quinta das Pratas, no Cartaxo, vai ser vendido em leilão por 2,1 milhões de euros na sequência da insolvência da empresa que detinha a propriedade, a Oliveira & Baião Hotelaria e Turismo. O edifício de três pisos tem 30 quartos e uma área total de quatro mil metros quadrados. A venda, que surge depois de o administrador de insolvência ter tomado posse do imóvel, decorre na modalidade de leilão electrónico (via online) até 26 de Outubro, mas os interessados podem visitar o espaço mediante marcação prévia.
A venda está condicionada ao facto de o comprador estar obrigado a manter o imóvel como unidade hoteleira não podendo reconvertê-lo para outra actividade, sob pena de a câmara municipal accionar a reversão do direito de superfície de 70 anos, que se iniciou em 1998, sendo válido ainda por 46 anos, ou seja, até 2068. O município também tem o direito de preferência sobe o edifício mas está empenhado em que a venda se faça para que possa retomar a actividade hoteleira, já que é o único hotel do concelho.
A venda inclui o recheio existente no espaço, bem como uma viatura, e não serão feitas vendas de bens em separado. O administrador judicial, Wilson Mendes, contactado por O MIRANTE, refere que já recebeu alguns contactos de potenciais interessados na aquisição do direito de superfície do hotel.
Em Maio o administrador de insolvência, acompanhado por elementos da PSP, Segurança Social e serviços sociais da Câmara do Cartaxo, desenvolveu uma acção de tomada de posse do imóvel em virtude de os representantes legais da empresa que estava a explorar o estabelecimento não terem cumprido a notificação para entregarem voluntariamente o espaço. A empresa Oliveira e Baião Hotelaria e Turismo, Lda, que explorava a unidade, foi declarada insolvente em 2014 e o estabelecimento estava a ser gerido por outra entidade, estranha à massa insolvente, e a quem não foi reconhecida judicialmente qualquer legitimidade para o fazer.
Na altura da tomada de posse, o presidente da câmara, João Heitor, em declarações a O MIRANTE, lamentou a situação em que se encontra o Hotel da Quinta das Pratas sublinhando que o funcionamento da unidade é uma das maiores necessidades do concelho.

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