Sociedade | 19-12-2022 15:00

Vila Franca de Xira continua a lutar por mais médicos de família

Vila Franca de Xira continua a lutar por mais médicos de família
Cerca de uma centena de pessoas juntou-se em vigília em frente ao edifício da Câmara de Vila Franca de Xira para protestar contra os problemas nos centros de saúde no concelho

Comissões de utentes juntaram-se no largo da Câmara de Vila Franca de Xira para protestar contra os problemas nos centros de saúde. No concelho, perto de 50 mil pessoas não têm médico de família.

Uma centena de pessoas juntou-se em vigília ao final da tarde de 6 de Dezembro no largo da Câmara de Vila Franca de Xira protestando contra a falta de médicos nos centros de saúde do concelho. Maria Pinto, 58 anos, da comissão de utentes de Arcena e Bom Sucesso, foi uma das promotoras da iniciativa que juntou as comissões de utentes de Alverca do Ribatejo, Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras, Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, Vialonga e de Vila Franca de Xira, para além da Comissão de Utentes de Benavente, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. “Neste momento olho para todas estas pessoas, são utentes e a maioria deles não tem médico de família. É por isso que lutamos. Não é por eu ter médico de família que isso me desmotiva da luta de querer estar do lado dos utentes”, referiu Maria Pinto. No protesto esteve também Nuno Libório, vereador da CDU no município, que lamentou o estado de degradação da saúde no concelho e lamenta a falta de incentivos salariais e de carreira para aliciar os médicos a fixarem-se em Vila Franca de Xira.

Autarca quer task-force para a saúde
Já Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, reconheceu a razão dos utentes e, como tal, tem sido porta-voz das queixas junto da Administração Regional de Saúde e do actual ministro da Saúde. “Vim aqui mostrar solidariedade e o compromisso de continuar a lutar para que estes problemas se resolvam. Há uma carência de médicos que obrigará a tomar medidas”, defendeu o autarca.
Além da contratação de mais médicos o líder do município defendeu a criação de uma task-force (equipa especial) que possa dar resposta às necessidades dos utentes. A abertura de balcões SNS24 nos serviços da câmara e juntas de freguesia foi uma boa ideia que o autarca admite não ser suficiente. “O que as pessoas precisam é de receitas, de médicos, consultas e isso têm de ser os centros de saúde a dar resposta”, defendeu.

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