Sociedade | 25-12-2022 21:00

Factura da água em Abrantes vai custar em média mais cinco euros por mês

Factura da água em Abrantes vai custar em média mais cinco euros por mês
Presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos justificou o aumento da factura com o actual contexto global de incerteza

Município justifica o aumento da factura da água, resíduos sólidos urbanos e saneamento com o actual contexto global de incerteza e a instabilidade do mercado energético e por não se ter realizado uma actualização tarifária em 2022 a pensar nas famílias e empresas.

O custo do abastecimento de água no concelho de Abrantes vai aumentar para o ano 3,36 euros mensais por um consumo médio de 10m³. O município refere que a maioria dos clientes domésticos consome uma média de 6,3 m³ de água, o que significa que nem todos vão sofrer com a actualização dos preços. A factura global de 2023 apresenta um aumento de 4,99 euros por mês para um consumo médio de 10m³, mais 17 cêntimos por dia. Em relação aos clientes não domésticos, a actualização de tarifas sobe 20,57 euros mensais para um consumo de 20m³ de água.
As propostas de actualização do tarifário dos Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA) foram aprovadas na última sessão da reunião de câmara, com o voto contra de Vasco Damas, vereador do movimento ALTERNATIVAcom. A autarquia liderada por Manuel Valamatos (PS) justifica o aumento da factura da água, resíduos sólidos urbanos e saneamento com o actual contexto global de incerteza e a instabilidade do mercado energético, com a escalada dos preços da energia e por não se ter realizado uma actualização tarifária em 2022 a pensar nas famílias e empresas, explicou o presidente.
Na apresentação das propostas, Manuel Valamatos realçou o investimento que a Abrantaqua realizou a nível de saneamento, mais de 10 milhões de euros, indicando que 94% da população abrantina tem rede fixa de saneamento. O ALTERNATIVAcom diz que o aumento é demasiado significativo. “É um assunto que nos tem distanciado desde o início, neste ponto temos de votar contra”, declarou Vasco Damas.
Para Vítor Moura (PSD), o aumento é de lamentar, mas “talvez inevitável”. “Deveria ter sido na devolução do IRS e no atenuar dos custos com o IMI que a câmara poderia e deveria ter actuado. Era o mínimo que deveria ter feito em sede do orçamento para 2023”, considerou o vereador da oposição, que ainda assim votou favoravelmente as propostas de actualização de tarifário.

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