Sociedade | 09-01-2023 07:00

Factura da água vai aumentar em Vila Franca de Xira

agua abastecimento
foto dr

Conta mensal para o segundo escalão vai ficar entre 60 e 70 cêntimos mais cara para os consumidores em Vila Franca de Xira já a partir de 1 de Janeiro.

No escalão mais baixo não há mexidas. Presidente do município diz que os novos preços são “solidários” num contexto de incerteza económica.

A factura da água no concelho de Vila Franca de Xira sofre um aumento médio de 2,5% este ano a partir do segundo escalão de consumo na estrutura tarifária variável e fixa, quer de abastecimento de água quer no saneamento e águas residuais. O acréscimo resulta das recomendações emitidas pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), que sugeriu aumentos médios de 2,7%. O município afirma que os aumentos vão atingir sobretudo quem consome em média 7 metros cúbicos de água por mês e que está hoje no segundo escalão (pagando 1,21 euros por consumos entre 5 e 15 m3), onde o aumento sentido será de 2,1%, qualquer coisa entre 60 a 70 cêntimos por mês na factura.
Já quem esteja no primeiro escalão de consumo - que representa 60% dos consumos médios domésticos no concelho com valores até aos 5m3 por mês - não haverá qualquer aumento e o preço vai manter-se nos 59 cêntimos. A nova tabela de tarifas e preços dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Vila Franca de Xira para o próximo ano foi aprovada por maioria em reunião de câmara com os votos contra da CDU e a abstenção do Chega. Os comunistas voltaram a criticar o aumento de preços numa altura em que há perda de poder de compra devido à inflação e lamentou que se faça do abastecimento de água um negócio. “Vivemos uma escalada de aumentos por opção de quem gere a câmara e isto pesará na factura paga pelo consumidor. Não podemos acompanhar este aumento”, defendeu.

O flagelo das perdas de água
O presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, defendeu que os novos preços são “solidários” num contexto de incerteza económica para 2023. “Conseguimos ter os preços da água ao consumidor numa evolução mais baixa que o recomendado pela entidade reguladora. Tem de haver aumentos para haver sustentabilidade dos serviços e fazer investimentos”, justificou o autarca socialista.
No último ano consumiram-se oito milhões de metros cúbicos de água no concelho: 5,5 milhões de litros foram destinados a consumo doméstico e três milhões foram consumidos no primeiro escalão. O serviço continua a lutar com perdas de água a rondar os 18%. “O combate às perdas tem sido um objectivo e é dos projectos mais importantes que temos. São um flagelo as perdas de água. Umas são técnicas, outras resultado de acção humana com ligações directas que é preciso começar a fiscalizar mais”, lamenta Fernando Paulo Ferreira.

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