Sociedade | 17-01-2023 21:00

Azambuja volta atrás e diz não à proibição de veículos pesados em localidades

Azambuja volta atrás e diz não à proibição de veículos pesados em localidades
Silvino Lúcio, presidente da Câmara de Azambuja

Presidente do município diz que só fará sentido a proibição de trânsito de pesados em Casais de Baixo e Casais dos Britos quando as vias forem alvo de requalificação. Proposta do Chega acaba chumbada pelos socialistas e CDU.

O presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio, disse na última reunião do executivo municipal que a opinião mudou e que não há afinal intenção de reivindicar junto da Infraestruturas de Portugal (IP) a proibição da circulação de veículos pesados nas localidades de Casais de Baixo e Casais dos Britos. “Foi uma vontade manifestada na altura. A nossa opinião hoje é diferente porque entendemos que a estrada deve ser interrompida à circulação de pesados quando for objecto de beneficiação”, disse o autarca socialista anunciando que o PS iria votar contra a proposta apresentada pelo Chega que pedia a proibição de trânsito de pesados nessas localidades.
Nessa proposta, que acabou chumbada com os votos contra do PS e CDU (4), o Chega, representado pela vereadora Inês Louro, pedia ao município que intercedesse no sentido de proibir a passagem de camiões pelas ruas dos Casaleiros e João Lourenço, e estrada D. Francisca uma vez que as vias não têm condições para a circulação “massiva de pesados” e que a situação, que se arrasta provisoriamente há duas décadas, prejudica as populações que são “fustigadas com o impacto dessa circulação, desde logo, pelo estado de degradação das estradas” e ruído causado. No documento constava ainda a abertura de excepções para a circulação de camiões que precisassem de carregar ou descarregar mercadoria, deslocar-se a oficinas ou cujos condutores residissem naquelas localidades.
Inês Louro lamentou que o líder do município comunicasse a mudança de opinião dos socialistas apenas no dia da apreciação da proposta quando em reuniões anteriores Silvino Lúcio além de ter concordado com a medida afirmava que já tinha levado o assunto à IP e que aguardava resposta. Em Novembro de 2022, recorde-se, o presidente do município disse em reunião pública que era intenção da autarquia proibir o trânsito de pesados precisamente por danificar as vias e constituir perigo e incómodos para a população residente. Dois meses depois, na primeira reunião de 2023, Silvino Lúcio, afirmou que “grande parte dos camiões” já não circula por essas localidades por a “estrada está em péssimo estado”, adiantando que está prevista uma requalificação dessas vias que deverá avançar ainda este ano.
Do lado do PSD, que votou favoravelmente a proposta, o vereador Rui Corça disse não entender o argumento dos socialistas e considerou que o facto de as estradas estarem em mau estado é mais um motivo para que, “por questões de segurança, se evite” a circulação de pesados.

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