Central de Operações de Socorro de VFX já respondeu a 14 mil ocorrências
Central de Operações de Socorro de Vila Franca de Xira registou um aumento de 16% nas ocorrências atendidas no último semestre, tendo já ultrapassado as 14 mil intervenções desde que entrou em funcionamento. A estrutura coordena os seis corpos de bombeiros do concelho e prepara-se agora para o primeiro Verão em operação durante o combate aos incêndios rurais.
Desde que iniciou funções, a Central de Operações de Socorro de Vila Franca de Xira (CMOS) recebeu e despachou cerca de 14.000 ocorrências, na sua esmagadora maioria emergências médicas, mas também incêndios, acidentes e tempestades. No último semestre, acudiu a mais 1.650 ocorrências do que em igual período anterior, o que significa um crescimento de 16% da resposta local. Os dados foram avançados na inauguração oficial da central, realizada a 13 de Maio, uma vez que, por causa das eleições autárquicas, a cerimónia tinha sido adiada.
Segundo o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, nos cerca de sete meses de funcionamento a CMOS nunca recusou nenhuma ocorrência e aumentou a resposta a centenas de pedidos de outros concelhos, como Lisboa, Loures e Setúbal. Perspectivando um Verão quente, e o primeiro em que a central vai estar a funcionar durante o combate a incêndios rurais, o autarca reforçou que o concelho está “preparado como nunca”.
Na ocasião, António Carvalho, coordenador do Serviço Municipal de Protecção Civil, recordou que a CMOS começou a ser pensada ainda em 2019 e que, em 2023, houve “fumo branco”. O responsável lembrou também a coordenação nas tempestades, afirmando que foi testada, na realidade, a mais-valia de ter a CMOS implementada.
O comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil da Grande Lisboa, Hugo Santos, sublinhou tratar-se da “primeira CMOS desta região, que vem reforçar uma resposta mais rápida e articulada”, dando os parabéns “à ousadia do Município de Vila Franca de Xira”. A CMOS de Vila Franca de Xira agrega as centrais de despacho dos seis corpos de bombeiros do concelho, com o objectivo de criar uma sinergia de partilha de esforços, que permita aumentar a rapidez e a eficiência do serviço de socorro à população. Conta com 15 técnicos especializados na coordenação de meios de socorro e na gestão de ocorrências de protecção civil, representando um investimento municipal na ordem dos 500 mil euros em equipamentos e tecnologia.
Fecho da urgência de obstetrícia em VFX pode aumentar partos em ambulâncias
António Carvalho garantiu a O MIRANTE que, desde o fecho das urgências de obstetrícia do Hospital Vila Franca de Xira, ainda não houve um aumento do número de partos em ambulâncias, tendo-se registado três partos nessas condições. Mas com o encerramento deste serviço, o futuro das grávidas está em aberto e o cenário, refere o coordenador da protecção civil municipal, tem tendência para agravar.
“O que existe é uma maior distância a percorrer pelos bombeiros para fazer esse serviço. Ou seja, pelo facto de 60% das senhoras em trabalho de parto irem para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, o transporte demora mais de 40 minutos a ser realizado. Se tivermos que ir para o São Francisco Xavier, Lisboa, ou para Santarém, como já aconteceu, vai potenciar que aconteçam essas situações, para além de ocuparem os meios porque as ambulâncias podiam estar disponíveis para outras ocorrências”, referiu.


