Arquivo | 18-01-2005 17:42

Eternizada na rua onde nasceu

Uma placa descerrada hoje em Abrantes assinala a casa onde nasceu a ex-primeira- ministra Maria de Lourdes Pintasilgo, há precisamente 75 anos, numa rua que também adoptou o seu nome.A cerimónia de descerramento das duas placas constituiu o primeiro acto de uma homenagem que se prolonga até dia 19 de Janeiro e a que a Câmara Municipal de Abrantes quis dar carácter nacional.Maria de Lourdes Pintasilgo "foi um dos vultos da nossa Democracia, uma das personalidades mais relevantes pela sua participação cívica", disse à Agência Lusa o presidente da autarquia, Nelson Carvalho.O ponto alto da cerimónia está marcado para a tarde de sábado, numa sessão que contará com a presença de personalidades ligadas à política, à cultura, à intervenção social e cívica, à arte e à música. Estão confirmadas as presenças de Mário Soares, Maria José Nogueira Pinto, Vítor Alves, Luís Moita, António Vitorino de Almeida, João Mota e Lia Gama, entre outros.Na placa hoje colocada na casa onde nasceu Lourdes Pintasilgo, em 18 de Janeiro de 1930, ficou inscrita uma das frases que, segundo Nelson Carvalho, retrata a sua forma de estar na vida - "se queremos um futuro melhor, o futuro começa hoje e está nas nossas mãos".É esta figura de vulto que a autarquia abrantina quer que seja "apropriada pela cidade", pelo que promoverá, quarta-feira, uma sessão com os mais idosos, na Universidade da Terceira Idade, frequentada por alguns contemporâneos de Lourdes Pintasilgo.Quinta e sexta-feira decorrem sessões nas escolas secundárias para "sensibilizar os mais novos para a vida e obra" da homenageada.A alteração do nome da antiga Rua dos Oleiros, depois Rua do Brasil, em pleno centro histórico de Abrantes, resultou, segundo Nelson Carvalho, não só da vontade de homenagear Lourdes Pintasilgo, que a autarquia manifestou logo após a sua morte, mas também de um abaixo- assinado promovido por moradores vizinhos.Foi este movimento que emprestou o espólio que a partir de hoje e até dia 29 vai estar exposto na Biblioteca António Botto, com objectos pessoais, livros, fotografias e recortes de jornais que relatam a intervenção cívica e política da única mulher que até hoje ocupou o cargo de primeira-ministra de Portugal.

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