Arquivo | 16-02-2005 15:52

Novas instalações trazem maior produtividade

Tem uma arquitectura arrojada, cores sóbrias, muita luz natural e está situado no melhor local da cidade. O novo edifício do Centro de Emprego de Tomar foi inaugurado e traz melhorias substanciais aos trabalhadores e utentes.

Os vinte funcionários do Centro de Emprego de Tomar, que abrange também os concelhos de Ourém e Ferreira do Zêzere, nunca se viram noutra. Em vez dos exíguos espaços em que há mais de uma década trabalhavam têm agora gabinetes grandes e arejados, com vista privilegiada para o rio Nabão e Convento de Cristo.Talvez por isso os trabalhadores mostrem um largo sorriso ao serem apresentados à comitiva que, esta terça-feira, inaugurou as novas instalações, encabeçada pelo presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), Fernando Almeida Baptista.O responsável teceu fortes elogios ao projecto arquitectónico arrojado e deu por bem empregues os 1,1 milhões de euros ali gastos. O edifício está dividido em três pisos, um dos quais abaixo da quota da estrada de Marmelais, numa área coberta de 1300 metros quadrados. O piso zero é quase todo destinado a atendimento ao público enquanto nos restantes funcionam as salas de formação e qualificação profissional.Apesar das condições adversas em que anteriormente trabalhavam os fun-cionários, num primeiro andar de um edifício no centro histórico da cidade, a produtividade e eficácia do Centro de Emprego de Tomar tem-se sempre situa-do acima da média nacional.Em 2004 o Centro de Emprego de Tomar teve 1303 intervenções nos três concelhos que abrange, uma execução da ordem dos 111 por cento, de acordo com o presidente do IEFP. Que também salientou o empenho do presidente do município na rápida concretização deste projecto.Com cerca de 2400 desempregados inscritos, um quarto dos quais licenciados e bacharéis, o centro efectuou no mesmo período 311 estágios profissionais, mais uma centena do que a sua previsão inicial.E das 70 intervenções ao nível da formação e requalificação dos desempregados licenciados, visando a sua melhor empregabilidade, o centro acabou por executar 90.Sem falsas modéstias, a directora do centro afirmou que dos desempregados licenciados que, em 2003, fizeram estágio profissional naquele centro 93 por cento não voltaram, tendo conseguido entrar no mundo do trabalho. Mesmo assim Lucília Vieira promete que a mudança para as novas instalações trará ainda mais eficiência e maior produtividade em 2005. “Já tive essa experiência em outros centros”, referiu em jeito de justificação.

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