Arquivo | 30-01-2013 06:56

Acórdão de homem acusado de mais de 7.200 crimes sexuais de menores lido hoje

A leitura do acórdão do caso do homem acusado de mais de 7.200 crimes de abuso sexual de crianças, e de mais de 156 mil de pornografia de menores, está marcada para hoje nas Varas Criminais de Lisboa.Inicialmente agendada para 18 de janeiro, a leitura foi adiada para hoje, às 13:30, na 2.ª Vara Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, por o coletivo de juízes não ter terminado o acórdão na data prevista, segundo um despacho do tribunal a que a agência Lusa teve acesso, na ocasião.O julgamento decorreu à porta fechada, por decisão do coletivo de juízes presidido por Clarisse Gonçalves, tendo em conta o cariz sexual dos crimes. A leitura do acórdão, no entanto, como determina a lei, será à porta aberta.Fonte judicial disse à Lusa que, nas alegações finais, o Ministério Público (MP) pediu 22 anos de prisão, uma vez que, para o procurador, ficaram provados todos os factos constantes na acusação.Na ocasião, a mesma fonte acrescentou que, pela primeira vez, o arguido falou durante o julgamento, para assumir os crimes, mostrar arrependimento e pedir desculpa às vítimas.O informático, de 53 anos, morador em Benfica, Lisboa, está a ser julgado pelos crimes cometidos sobre seis menores: três rapazes e três raparigas.O suposto pedófilo está acusado de 7.219 crimes de abuso sexual de crianças agravado, de 156.025 crimes de pornografia de menores - gravados em CD e em discos dos computadores -, e de 1.401 crimes de gravações e fotos ilícitas.O homem é suspeito de, entre 2007 e 2011, ter praticado atos de natureza sexual, relações sexuais e masturbação com menores, de idades entre os três e os 12 anos.O arguido terá filmado as relações sexuais, tendo no seu computador centenas de imagens de natureza pornográfica envolvendo menores. É acusado ainda de ter cedido estas imagens e filmes numa página na Internet, permitindo o acesso a terceiros.O suspeito aproveitou-se, alegadamente, das relações de vizinhança e de confiança com menores, para cometer estes crimes.O homem detinha uma coleção de milhares de ficheiros com menores e abusos sexuais cometidos, material que foi apreendido.O arguido encontra-se em prisão preventiva e, além das dezenas de crimes de abuso sexual agravado de crianças, foi acusado pela prática de centenas de crimes de gravações e fotografias ilícitas, e por milhares de crimes de pornografia de menores agravada.

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