Arquivo | 31-01-2013 11:28

Mais agressores do que vítimas procuram gabinete especializado na Universidade do Porto

O Gabinete de Estudos e Atendimento a Agressores e Vítimas da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto está a apoiar mais agressores do que vítimas, incluindo menores com historial de ofensas sexuais, disse hoje a presidente do serviço.“No início tínhamos 80% de vítimas e 20% de agressores no atendimento, mas hoje os agressores cifram-se em 70% e as vítimas em 30%”, revela Celina Manita, numa entrevista à Lusa.Questionada sobre qual o perfil dos agressores que chegam àquele gabinete, a especialista revelou que são atendidos “adultos violadores e abusadores sexuais de crianças”, mas também começam a chegar ao serviço alguns jovens e até “menores de idade, que já são ofensores sexuais”.Há também voluntários, que depois de tomarem conhecimento da existência do Gabinete de Estudos e Atendimento a Agressores e Vítimas, procuram ajuda para tentar resolver os seus problemas, acrescenta a especialista.A explicação para cada vez serem acompanhados mais agressores prende-se com o facto de haver poucos serviços com essa vocação específica e existirem mais espaços para ajudar as vítimas, referiu Celina Manita.Os agressores que mais chegam ao gabinete são, na maioria, encaminhados pelo sistema judicial, como os tribunais, e as agressões estão muitas vezes relacionadas com “violência doméstica e conjugal”, explicou.Outros utentes que chegam àquele gabinete são encaminhados pela segurança social e por comissões, designadamente as de Protecção de Crianças e Jovens.Segundo Celina Manita, as questões de educação das crianças, muitas vezes institucionalizadas, ou a falta de supervisão dos jovens, são duas explicações de peso para o aumento do número de agressores identificados.

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