Arquivo | 08-10-2013 09:59

CGTP mantém intenção de realizar marcha na ponte 25 de Abril

A CGTP-Intersindical Nacional manteve hoje a intenção de realizar uma marcha na Ponte 25 de Abril, a 19 de Outubro, apesar de se terem invocado "pretextos falsos e mentirosos" no parecer técnico desfavorável do Sistema de Segurança Interna.O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, refutou, em declarações aos jornalistas ao início da noite na sede da central sindical, a existência de "questões técnicas de segurança" e considerou que o "problema deixou de ser técnico e passou a ser político", acrescentando que "o que é normal para uma corrida [de atletismo] não é para uma manifestação".O Sistema de Segurança Interna (SSI) deu um parecer técnico desfavorável à realização, a 19 de Outubro, por parte da CGTP, de uma marcha de protesto cujo itinerário inclui a ponte 25 de Abril, invocando diversos riscos de segurança."A CGTP-IN não deixou de registar que já se realizaram várias iniciativas de grande dimensão na Ponte 25 de Abril, envolvendo dezenas de milhares de participantes, onde estas questões foram ultrapassadas", disse Arménio Carlos.Referindo que não "houve qualquer objecção na marcha prevista para a Ponte do Infante", no Porto, no mesmo dia, Arménio Carlos referiu que foram também "levantadas questões relacionadas com a plataforma ferroviária" da Ponte 25 de Abril."Não haverá qualquer acesso à plataforma do comboio. Antes, houve corridas em que os comboios circulavam ao mesmo tempo que as iniciativas e não compreendemos por que razão se fala agora nesta situação", disse.Acompanhado pelo coordenador da União de Sindicatos de Setúbal, Luís Leitão, o secretário-geral da CGTP frisou que não compreende que se usem motivos que "não existem” e não vê “ nenhuma razão para que se ponha em causa uma iniciativa de milhares de trabalhadores"."Não há nenhuma condição objectiva que ponha em causa esta marcha. Nós dizemos que se mantém naturalmente, nem podia ser de outra maneira", acrescentou.Arménio Carlos disse que a CGTP disponibiliza pessoas para impedir o acesso à plataforma ferroviária e manifestou incompreensão pela razão de se "levantarem agora problemas que antes foram superados".Arménio Carlos afirmou que se está a realizar "um veto político" e sublinhou que a CGTP-IN está recetiva a resolver a questão através do diálogo, anunciando nova reunião com o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, com quem esteve reunido hoje.Esta reunião, informou, marcada com carácter de "urgência", decorrerá ainda durante esta semana e terá a presença dos presidentes das câmaras municipais de Lisboa e Almada e do SSI.Em comunicado, o SSI adianta que, após reunião extraordinária do Conselho de Segurança da Ponte 25 de Abril, a 04 de Outubro último, foi emitido um parecer técnico desfavorável à realização do evento para o itinerário da marcha comunicada pela CGTP e que o documento foi transmitido aos gabinetes dos presidentes das câmaras municipais de Lisboa e Almada e à PSP, enquanto Autoridade Policial territorialmente responsável pela segurança.A sustentar o parecer técnico desfavorável são invocados "diversos riscos de segurança", em especial o "número desconhecido de participantes", a "inexistência de meios preparados para garantir a segurança dos equipamentos e dos acessos à plataforma ferroviária da ponte" e ainda o que "toca à gestão dos acessos" à dita infra-estrutura.Esta posição surge depois de a CGTP ter enviado às câmaras municipais de Lisboa e de Almada uma comunicação de marcha contra a exploração e o empobrecimento, a 19 de Outubro, cujo percurso incluiria a ponte 25 de Abril.

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