Arquivo | 28-10-2013 15:00

Homem confirma em tribunal homicídio da ex-mulher no Sobral de Monte Agraço

Um homem acusado de ter matado a ex-mulher com cinco facadas numa localidade de Sobral de Monte Agraço confirmou hoje o crime no Tribunal de Torres Vedras, justificando-o com infidelidade e dívidas quando ainda eram casados.O arguido, de 64 anos, confessou os principais factos da acusação do Ministério Público (MP), confirmando ao colectivo de juízes que, depois de em Junho de 2012 a vítima ter saído para se juntar com outro homem ao fim de 34 anos de casamento, começou a ameaçar os filhos de que iria matar a mãe e, pelo menos duas vezes, passou a rondar a casa para onde aquela foi viver.No dia 15 de Março deste ano, deslocou-se à habitação da ex-mulher e, encontrando-a sozinha a ver televisão no quarto desferiu-lhe “pelo menos um ou dois" golpes.Apesar de ter planeado o crime, negou ao tribunal ter adquirido a faca com esse objectivo, pois já tinha na sua posse "há 15 anos para matar porcos e borregos"."Estava passado da cabeça", afirmou, justificando o crime não só com a infidelidade da vítima, mas também com dívidas que teria deixado quando se separaram.Sem lhe prestar qualquer assistência à vítima, abandonou a casa, foi ter com um dos quatro filhos a quem confirmou o crime e foi entregar-se ao posto da GNR do Sobral de Monte Agraço na posse da arma branca e com vestígios de sangue nas mãos, na roupa e nas botas.Nas alegações finais, a procuradora do MP, Ana Paula Silva pediu condenação por homicídio qualificado, não só por planear o crime com pelo menos um mês de antecedência, mas também por ter matado a ex-mulher "com a mesma faca que matava os porcos" e afirmar que "voltaria a fazer o mesmo".Contudo, à semelhança da advogada de defesa, considerou que não existem provas quanto aos dois crimes de ameaças agravadas de que vem acusado, porque "não quis instrumentalizar os filhos com o objectivo de irem contar à mãe das ameaças".A defensora, Marina Albino, alegou ainda que deve ser absolvido do crime de detenção de arma proibida e pediu que seja aplicada uma pena adequada, tendo em conta que "está conformado com a condenação e confessou os factos".A leitura do acórdão ficou agendada para segunda-feira, às 09h30 horas.

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