Arquivo | 31-10-2013 21:28

Ministra das Finanças diz que é preciso cortar salários e pensões

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou hoje que a margem de manobra para cortar despesas de consumos do Estado e para cortar no investimento é curta, e que os cortes terão necessariamente de cair sobre os salários e as pensões."A redução efectiva da despesa pública é a opção responsável e exige um programa abrangente que inclua todas as rubricas. Continuaremos a fazer um esforço de redução de consumos intermédios e continuaremos a adequar as despesas de investimento público ao contexto de ajustamento. As rubricas de consumos intermédios e despesa com capital, porem, representam apenas 13% do total da despesa pública em 2013, e reduções adicionais e substanciais destas despesas podem por em causa o funcionamento dos serviços essenciais às populações ou o próprio nível de ideal de serviço público", defendeu a governante.Maria Luís Albuquerque, que fazia uma intervenção no Parlamento naquele que é o primeiro dia de debate sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2014, voltou então a defender a necessidade de fazer cortes na despesa do Estado com salários dos trabalhadores em funções públicas e dos pensionistas."Neste quadro, para diminuirmos a despesa pública para um nível que o Estado pode sustentar, e para o nível que os portugueses podem suportar em termos de carga fiscal, a redução terá de se estender às áreas de prestações sociais e despesas com pessoal. Recordo que estas duas áreas em conjunto perfazem 70% da despesa pública total", afirmou.A governante tentou então passar a garantia que o actual Governo tem presente que esta proposta "exige, assim, sacrifícios adicionais aos funcionários públicos e aos pensionistas e que a proposta em si é "dura e difícil", mas considera que as medidas que decidiram incluir na proposta de orçamento que hoje discutem "são equitativas, são abrangentes, e são as estritamente necessárias".Maria Luís Albuquerque fez questão também de garantir que Portugal conseguiu cumprir a meta do défice estrutural em 0,5% do PIB este ano, ao contrário do que os cálculos da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) sugerem.

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