Arquivo | 05-11-2013 19:27

Tribunal começa a julgar irmãos acusados de terem matado homem no Alentejo

Dois irmãos acusados de terem matado um homem, no Alentejo, por alegadamente ter assaltado o monte dos seus pais, e disparado contra a viatura, onde estavam a mulher e o filho da vítima, começaram hoje a ser julgados.Os arguidos António, de 28 anos, que efectuou os disparos, e João Rosário, de 20, que conduzia o carro usado nos crimes, cometidos na localidade de Canhestros, no concelho de Ferreira do Alentejo, são acusados, em co-autoria, de três crimes de homicídio qualificado, um consumado e dois na forma tentada, e de detenção de arma proibida.Na primeira sessão do julgamento, no Tribunal de Ferreira do Alentejo, e após lida a acusação do Ministério Público, o colectivo de juízes ouviu ambos os arguidos, o mais velho em prisão preventiva e o outro em domiciliária, que apresentaram versões diferentes dos factos.Por outro lado, segundo o presidente do colectivo, nos depoimentos prestados hoje pelos arguidos em tribunal havia "manifestas discrepâncias" em relação aos que tinham prestado no primeiro interrogatório judicial.Segundo a acusação, o crime ocorreu na noite de 10 de Janeiro deste ano, quando os arguidos, "mediante um plano previamente elaborado em conjugação de esforços e vontades", terão matado o homem e disparado contra a viatura, onde estavam a mulher e o filho da vítima, na altura com quase dois anos.Os arguidos deslocaram-se a Canhestros, onde avistaram, à entrada desta localidade, a viatura da vítima, a qual seguiram até próximo da sua casa.Ao chegar às imediações da sua casa, a vítima parou a viatura que conduzia, apagando as luzes, mas deixando o motor ligado, e saiu para verificar o destino do veículo onde seguiam os arguidos, os quais continuaram o sentido da marcha que seguiam.Poucos metros à frente, os arguidos inverteram o sentido da marcha em direcção à vítima, que, de imediato, regressou a correr da esquina onde estava.Segundo a acusação, João parou a viatura e António Rosário, que seguia no lado do pendura, pôs o cano da arma de fora da janela e disparou um tiro na direcção da vítima, atingindo-a nas costas.A mulher da vítima, que estava na viatura com o filho, ao ver, pelo espelho retrovisor, António a disparar e o marido a ser atingido pelas costas, colou-se no banco do condutor e fechou a porta.Nesta altura, António efectuou um segundo disparo, que atingiu a traseira da viatura onde estavam a mulher e o filho da vítima e, depois, os dois arguidos abandonaram o local.Segundo a acusação, os arguidos agiram "de forma deliberada" com o propósito de tirar a vida à vítima, o que conseguiram, e as vidas da sua mulher e do seu filho, "o que só não conseguiram por motivos alheios à sua vontade".Na sua versão dos factos, contada hoje em tribunal, António Rosário disse que estava a dirigir-se à herdade onde trabalhava, quando avistou o carro da vítima a sair do monte dos pais, ao qual de deslocou, tendo verificado que a casa tinha sido assaltada.Mais tarde, António e o irmão, no carro deste, foram a Canhestros, com o intuído de tirar a matrícula do carro da vítima, a qual encontraram e, a dada altura, terá saído do carro e ameaçado os arguidos, afirmando que os mataria se dissessem que tinha assaltado a casa dos pais.Entretanto, relatou, a vítima voltou as costas e dirigiu-se para o seu carro, quando António, devido à ameaça e por pensar que a vítima iria buscar uma arma, disparou dois tiros.

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