Arquivo | 10-12-2013 16:40

Portugal quer garantir total execução dos fundos que ainda estão em Bruxelas

O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional quer acelerar o ritmo de execução dos investimentos apoiados pelos fundos comunitários e garantir que Portugal não “perde nem um tostão” dos seis mil milhões de euros que ainda estão em Bruxelas.“O facto de sermos os melhores da Europa a executar os fundos não me deixa totalmente tranquilo, porque ainda há 30% que já podiam estar executados e ainda não estão”, afirmou Manuel Castro Almeida, à margem da conferência “O Norte Marca?”, que decorreu hoje, em Vila Real.De acordo com o governante, Portugal regista uma taxa de execução de 70% dos fundos comunitários, aquela que diz ser a “melhor dos países da União Europeia”.“O que quer dizer que há mais de seis mil milhões de euros que estão em Bruxelas e podiam estar aqui, na nossa economia, nas empresas, no bolso das pessoas”, frisou.Por isso, Castro Almeida diz que não se cansa de “apelar aos gestores dos programas regionais para apressar o ritmo da execução dos projectos de investimento”.O secretário de Estado garantiu, no entanto, que Portugal não vai perder esse dinheiro. “E não vamos perder nem um tostão. Esse é o meu trabalho, é garantir isso”, sustentou.Castro Almeida lembrou a “tolerância” de mais dois anos, ou seja até 2015, para executar os 30% que ainda falta. “Não estou com apreensões. Esse assunto não me tira o sono. O que eu digo é que quanto mais depressa o dinheiro vier, melhor”, frisou.O governante explicou que existem várias razões para justificar o atraso na execução dos fundos comunitários, como as empresas que desistiram de fazer investimentos devido à degradação da situação económica, a falta de financiamentos bancários ou a quebra de receitas nas autarquias que já não conseguem garantir a comparticipação nacional.“As dificuldades existem sempre. A nossa obrigação é resolvê-las e ultrapassá-las e eu estou confiante de que vamos resolver estes problemas a tempo para garantir que não vá nem um euro para trás”, salientou.Questionado sobre as escolas secundárias que ainda falta remodelar, o secretário de Estado referiu que o Governo português está a defender junto das instâncias europeias a possibilidade de completar o ciclo de remodelação dos equipamentos escolares.No entanto, ressalvou que ainda não foi totalmente atingido o entendimento com a Comissão Europeia, a qual, segundo o governante, considera que Portugal já teve grandes oportunidades de investir em escolas.Castro Almeira referiu ainda que, entre 2014 e 2015, haverá uma “execução simultânea dos dois programas comunitários, do QREN 2007/2013 e do Portugal 2020, o que considerou que vai “dar um novo alento ao crescimento económico e ao emprego em Portugal”.

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