Cultura | 12-09-2010 00:11

Festival Materiais Diversos integra a população nos espectáculos

Envolver as pessoas, tornando-as parte activa do ato de representação, e levar espectáculos de arte contemporânea “de primeiríssima qualidade” a duas vilas e uma cidade do distrito de Santarém são o que diferencia o Festival Materiais Diversos.“A cultura pode estar fora dos grandes centros e torna-se especial, ganha especificidades. Aqui podemos trabalhar com uma comunidade e as pessoas sentirem-se realmente integradas”, disse o director do Festival Internacional de Artes Performativas Materiais Diversos, que decorre até dia 25 em Alcanena, Minde e Torres Novas.Tiago Guedes, coreógrafo, aceitou o desafio que lhe foi lançado há dois anos pela Câmara Municipal de Alcanena para voltar à sua terra natal (Minde) e dinamizar um projecto cultural. A ideia foi trazer ao concelho, marcado pelo forte dinamismo cultural da vila de Minde, eventos de arte contemporânea, com a participação de artistas nacionais (consagrados e jovens revelações) e internacionais, num evento de qualidade, normalmente realizado apenas nos grandes centros urbanos.“Com o trabalho de mediação que o festival faz, conseguimos efectivamente chegar às pessoas, a um núcleo muito grande de pessoas, não de uma forma elitista, como estes trabalhos podiam ser vistos em grandes centros, mas de uma forma popular, onde as famílias vêm juntas descobrir estes espectáculos”, disse.Para Tiago Guedes, o espectáculo de abertura, que contou com a presença da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, é um bom exemplo de como “a parte profissional com a parte amadora pode dar um feliz casamento”.“Manual de Instruções”, do coreógrafo e encenador Victor Hugo Pontes, parte do trabalho de três actores e de 12 habitantes de várias freguesias do concelho de Alcanena, construindo um espectáculo que, segundo Gabriela Canavilhas, possui uma “estética que apela à curiosidade e questiona muitos dos dogmas” que às vezes existem no espectador e que seguramente a população que esteve sexta-feira à noite no cine teatro São Pedro, em Alcanena, “não vai esquecer”.O festival, que vai na sua segunda edição, prossegue com mais de 20 espectáculos. Para a ministra da Cultura, o lado “mais entusiasmante” do festival é a associação das pessoas da região a um projecto artístico desta dimensão.

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