Cultura | 11-06-2019 10:00

“Não sei se Santarém merece o título de Capital do Ribatejo”

“Não sei se Santarém merece o título de Capital do Ribatejo”
FEIRA DA AGRICULTURA

Joaquim José Colaço da Luz Maurício - Ex-funcionário da Borrego, Leonor & Irmão

Tenho 64 anos, moro em Riachos e estou reformado desde o dia 1 de Maio. Fui funcionário da Borrego, Leonor & Irmão Ldª durante 46 anos. Sou sportinguista, o que quer dizer que sou sofredor desde nascença. O ano passado realizei a minha viagem de sonho. Fui ao Peru.

Costumo ir à Feira da Agricultura e este ano lá estarei mais uma vez. Espero não gastar dinheiro nas entradas porque os patrocinadores costumam oferecer-mas. O que mais gosto de ver são as máquinas e os animais. O artesanato podemos vê-lo noutros eventos que se realizam ao longo do ano e que não cobram entradas.

Para mim esta não é uma festa da região mas do país e do mundo. Se for bem aproveitada podemos mostrar o nosso potencial agrícola. Pessoalmente, gostava de ver na Feira uma mostra daquilo que sabemos fazer a nível da agricultura; uma mostra de técnicas agrícolas, que cada vez mais são inovadoras, e principalmente uma mostra significativa dos representados, porque são eles que contribuem para o desenvolvimento da agricultura em Portugal.

A região merecia mais acontecimentos deste género mas esta é a única mostra agrícola que se vê no CNEMA. Porque não desenvolver outras mostras agrícolas temáticas, por exemplo?

Há quem se refira a Santarém como a Capital do Ribatejo. Não sei bem se Santarém merece essa denominação. A cidade tem que melhorar a oferta turística e gastronómica e tem que deixar de ser uma cidade fantasma a partir das oito da noite ou aos fins-de-semana.

A região pode atrair mais investidores para a implantação de novas culturas, sua transformação e comercialização. A A1 e a proximidade a Lisboa são uma mais valia apesar do preço das portagens.

A empresa em que sempre colaborei, a Borrego Leonor, tem todas as condições para evoluir no fornecimento de factores de produção para a agricultura, graças à sua eficácia e à prontidão na resolução das entregas a clientes, bem como à sua vasta equipa de técnicos dedicados ao acompanhamento no campo. É o que nos diferencia da concorrência.

Como assinante de O MIRANTE e seu leitor gostava de saber como são escolhidos os entrevistados da rubrica semanal “Agora Falo Eu”. Faço a pergunta porque me parece que só escolhem caras bonitas ou pessoas e empresas que querem promover. Estarei enganado?

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