Desporto | 10-03-2005 12:00

"Fui enganado e desrespeitado"

O deputado municipal do PS e presidente do Grupo Desportivo de Pontével, Vítor Oliveira, apresentou no dia 28 de Fevereiro a renúncia ao mandato na assembleia municipal por se considerar “enganado e desrespeitado” pelos responsáveis da Câmara do Cartaxo, em relação à construção de um relvado sintético, no parque desportivo do clube.Numa dura declaração que visou o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), e o vice-presidente, Pedro Ribeiro, que possui o pelouro do desporto, o presidente do Grupo Desportivo de Pontével (GDP), Vítor Oliveira, deputado eleito para a Assembleia Municipal pelo PS, apresentou a sua demissão daquele órgão autárquico.O dirigente desportivo recordou que, desde Setembro de 2003, se tem arrastado a promessa de construção de um relvado sintético em Pontével tendo, por isso, perdido a confiança nos responsáveis pela câmara municipal.“O GDP apresentou há cinco anos um plano de criação de infra-estruturas e reúne todas as condições objectivas e legais, possuindo património e sede, além de capacidade de transportes”, recordou Vítor Oliveira, acrescentando que sentiu que mentiu aos associados do clube por ter sido induzido em erro.A declaração de Vítor Oliveira veio no seguimento da apresentação da estratégia de desenvolvimento desportivo do concelho do Cartaxo durante última assembleia municipal, realizada do dia 28 de Fevereiro. Momento no qual já tinha manifestado a sua discordância face às realizações excessivas na sede do concelho e à falta de apoio da autarquia em matéria de transporte à actividade da formação.Recorde-se que a Câmara do Cartaxo comprometeu-se a construir três relvados sintéticos nas maiores localidades do concelho, Vila Chã de Ourique, Pontével e na própria cidade. E que, em relação a essa matéria, Paulo Caldas afirmou recentemente que essas obras constituem uma “prioridade relativa”, podendo ser realizadas de imediato ou dentro de um ano, mas apenas quando estejam reunidas as condições financeiras. Comentando os motivos da decisão de Vítor Oliveira, o presidente da Câmara do Cartaxo referiu a O MIRANTE que não concorda com a ideia de que existe uma macrocefalia de organizações desportivas e investimentos na sede de concelho.

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