Desporto | 23-05-2009 23:22

Assembleia da FPF aprova alterações na II e III divisões nacionais

A Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aprovou hoje as alterações regulamentares referentes às remodelações dos quadros competitivos da II divisão, com aplicação na próxima época, e da III, em 2011/12. A proposta apresentada pela Direcção da FPF, aprovada na generalidade com alguma contestação na sessão magna de 31 de Janeiro, voltou a merecer hoje acessa discussão, mas acabou por ser votada favoralmente pela maioria dos sócios ordinários, consagrando-se um novo figurino na II divisão e o aumento para dois anos do período de carência na III.Na II divisão, que na última época apresentava quatro séries, a competição terá um quadro de três zonas, cada uma com 16 equipas, uma solução que Amândio de Carvalho, vice-presidente da FPF, considerou que "não é a melhor solução" por razões económico-financeiras, mas ressalvou à Agência Lusa que corresponde "às pretensões de clubes e associações".Na distribuição dos clubes das ilhas pelas três zonas, o plenário da FPF aprovou que os clubes da Madeira entrem directamente na série correspondente ao Sul, enquanto as equipas dos Açores acedam ao agrupamento do Centro.No que se refere à III divisão, a proposta recebeu acolhimento favorável na generalidade, mas carece de revisão de alguns aspectos na especialidade, um dos quais prende-se com a participação de 10 ou 12 clubes na série Açores.Amândio de Carvalho afirmou que a Direcção da FPF "não teve nada a opor que houvesse mais um ano de carência" relativamente à proposta aprovada a 31 de Janeiro e salientou que "o que é preciso é que os campeonatos possam estabilizar, ter-se um ou dois anos para se chegar à conclusão se servem ou não".O dirigente da estrutura federativa lamentou que a avaliação "não tenha acontecido porque, mal um campeonato é reestruturado, aparecem, de imediato, vozes negativas, sem se saber porque são negativas".O vice-presidente da FPF, que comunicou a retirada da proposta de alteração referente à fase Pró-Nacional na III divisão, assinalou ainda que se manteve a filosofia que presidiu à reformulação dos quadros competitivos nas alterações aprovadas numa assembleia, que se prolongou por mais de seis horas, sem intervalo para almoço. "É precisamente essa ideia de dimunuir as despesas e tentar que as receitas possam aumentar. Isto porque são os próprios clubes e as associações que dizem que, do ponto de vista finnaceiro, é melhor estar num campeonato regional ou distrital do que num nacional", disse, aludindo à proximidade geográfica dos clubes e o facto de isso propiciar a deslocação de adeptos.A Assembleia Geral da FPF aprovou também a acta da sessão de 31 de Janeiro - apesar de uma polémica relacionada com aditamentos - e votou favoravelmente por unanimidade as alterações a artigos dos regulamentos de Provas Oficiais e Disciplinar relacionadas com as transmissões televisivas na Taça de Portugal.As alterações ao clausurado do Campeonato Nacional de Futebol feminino - sistema transitório época 2009/10 - foram igualmente ratificadas pela assembleia da FPF, realizada na sede do organismo sem a presença da AMEF (Associação dos Médicos de Futebol). A proposta conjunta do Conselho de Arbitragem da FPF e da Comissão de Arbitragem da Liga de alteração a quatro artigos do Regulamento de Arbitragem, que preconizava a redução de 25 para 22 árbitros para a Liga, Liga de Honra, Taça da Liga e Taça de Portugal, foi rejeitada por 190 votos contra, recolhendo 107 intenções favoráveis e um total de 185 votos de abstenção.

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