Desporto | 29-05-2009 15:24

Comisão que gere clube de Rio Maior luta até ao fim para evitar desclassificação

A Comissão Administrativa da UD Rio Maior promete “lutar até ao fim” para evitar a desclassificação da III Divisão de futebol e do campeonato de juniores, apesar de dispor só de 12 jogadores para ambas as frentes.“Vamos fazer tudo para que o clube seja salvo”, garantiram os dirigentes do clube, em Assembleia Geral (AG), realizada quinta-feira, perante cerca de duas dezenas de associados, comprometendo-se a “lutar contra um fim triste”.Após adiar o jogo da penúltima jornada da fase de subida da Série E da III Divisão, frente ao Igreja Nova, para segunda-feira, desencontrando-o do encontro da quinta jornada da fase de manutenção da série C da II Divisão nacional de juniores, diante do CD Fátima, os elementos da Comissão Administrativa alertaram para nova coincidência de jogos, a 06 de Junho.Nesse dia, véspera das eleições para o Parlamento Europeu, a equipa sénior riomaiorense desloca-se ao reduto do Portosantense, enquanto o escalão júnior tem previsto o encontro no terreno do Benfica e Castelo Branco.Apesar de ter garantido a manutenção na III Divisão e estar despromovida em juniores, a UD Rio Maior arrisca, em ambos os casos, por estarem em causa as últimas três jornadas de cada um dos campeonatos: se não comparecer a um dos jogos, terá a pena de desclassificação, descida de divisão e suspensão por duas épocas das competições nacionais.“O plantel júnior é muito reduzido para fazer estes dois jogos no mesmo fim-de-semana”, assegurou o treinador da equipa jovem, Eduardo Simão, que no último domingo orientou também 12 jogadores juniores na equipa principal, após o anúncio da rescisão dos 21 jogadores seniores por causa de ordenados em atraso.Os sócios aprovaram por unanimidade um louvor ao plantel de juniores. Os dirigentes asseguraram a entrada destes atletas na equipa principal, caso o clube evite a desclassificação, na próxima época.Durante a reunião, o dirigente João Verde da Costa manifestou-se “revoltado” com o protesto dos jogadores, que no último fim-de-semana acamparam em greve de fome durante cerca de 25 horas à entrada do Estádio Municipal, atribuindo as responsabilidades pela iniciativa a um “pseudo sindicalista” e lamentando que os jogadores não tenham anunciado a medida.“É indesmentível que os jogadores não receberam. Eles são excelentes jogadores e foram excelentes profissionais até ao dia 22 de Maio”, sublinhou o dirigente, enquanto Saturnino Esperto, também da Comissão Administrativa, classificou a manifestação de “episódio vergonhoso”, assegurando que “já foi ultrapassado”.Os dirigentes apelaram à “unidade” dos associados para “um último esforço”, para a promoção de um jantar de angariação de fundos para o emblema riomaiorense, sábado.Após a AG, os dirigentes do clube garantiram à Agência Lusa não terem sido informados oficialmente sobre a ausência dos jogadores e da equipa técnica liderada por Paulo Torres, nem qualquer pedido de rescisão de contratos.

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