Desporto | 22-12-2010 11:04

O homem que treinou José Mourinho

O homem que treinou José Mourinho
Carlos Matias, treinador de alguns dos maiores nomes da Europa de Tramplins, recorda numa entrevista publicada na edição semanal de O MIRANTE, desta quarta-feira, os tempos em que foi treinador de José Mourinho e fala sobre o ambicioso projecto que forma grandes atletas em Salvaterra de Magos e Santo Estevão. Carlos Matias diz que tem pena que as vitórias modalidade de trampolins não tenha o mesmo destaque que o futebol. Garante que parte da culpa será da federação que deveria ajudar a dar mais visibilidade à modalidade. As entidades principais, federações e associações não têm sabido estar suficientemente preocupadas em dar essa visibilidade. Elas têm uma quota-parte muito importante nessa falta de divulgação. As pessoas também não adivinham as conquistas que vamos alcançando se não enviarmos informação à comunicação social.. Qual é o segredo para ter atletas que conquistam tantos títulos europeus e mundiais?Respeito. Os treinadores não são bons, temos é bons ginastas que nos tornam bons treinadores. Não somos conhecidos pelo que fazemos, mas sim pelo que os nossos ginastas fazem. Temos que sentir que conseguimos estar sempre um passo à frente das necessidades dos atletas. Temos que respeitar a possibilidade de sucesso que eles transportam consigo e que colocam no seu trabalho. O segredo é fruto de muito trabalho mas também de muito respeito que sinto pelos meus atletas.É um trabalho solitário?Não. Todo o sucesso que temos alcançado e que podemos vir a conquistar é fruto do trabalho de uma equipa. Tenho um grupo de trabalho e sem ele não conseguíamos os bons resultados que temos atingido. No Clube de Trampolins de Salvaterra de Magos tenho o Hélder Silva e o Amadeu Neves, treinadores que colaboram neste projecto. Em Santo Estêvão tenho o Bruno Nobre e Fábio Vicente. Sem eles não conseguiríamos metade do que temos feito.O treinador tem um papel importante na prestação dos atletas. O que lhes transmite antes das provas?A crença de que é possível ir tão longe quanto eles estejam dispostos a ir. Se confiarem que são capazes e se trabalharem arduamente, se tiverem uma intenção, um propósito e não se desviem conseguem lá chegar. Aqui ou em qualquer parte do mundo. Desde que tenham ambição conseguem o que quiserem. Basta acreditar.Treina atletas para os próximos Jogos Olímpicos.É gratificante saber que existem quatro ginastas para o projecto olímpico em Portugal e dois deles estão em Salvaterra de Magos e Santo Estêvão, a Andreia Robalo e o Diogo Ganchinho, respectivamente. Por que é que eles se destacam actualmente?Esta é uma modalidade de momentos. O resultado de uma prova só diz como é que correu aquele momento, porque a preparação que todos eles fizeram foi intencionalmente muito boa. O que diz sobre os ginastas é como correu aquele exercício que conta para a competição. É preciso sorte mas também muita preparação, porque a sorte dá muito trabalho. O que nós tentamos é colocar todo o trabalho que a sorte exige para que esta possa participar nos resultados.O que sente quando vê os seus atletas a conquistarem medalhas e títulos?Vibro com eles. É fácil imaginar que no momento da vitória eles pensam que todo o esforço que fizeram antes valeu a pena. É uma satisfação muito grande que só quem passa por elas pode almejar alguma vez sentir.ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO SEMANAL EM PAPEL DESTA QUARTA-FEIRA

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