Desporto | 13-07-2011 00:03

Apagou-se a chama da Casa do Benfica do Cartaxo

A Casa do Benfica do Cartaxo fechou portas e o património da colectividade vai ser vendido ou doado, com excepção do espólio mais valioso em termos desportivos e associativos, designadamente troféus e lembranças, que vai ser entregue à guarda da casa mãe, o Sport Lisboa e Benfica, que ficará seu fiel depositário.O anúncio foi feito pela direcção após uma assembleia geral em que não surgiram interessados em agarrar o leme da associação, pelo que os sócios presentes optaram pelo encerramento e dissolução da colectividade. O mobiliário pertencente à Casa do Benfica do Cartaxo vai ser vendido, enquanto a carrinha do clube foi oferecida ao Sport Lisboa e Cartaxo. O dinheiro que sobrar depois de encerradas as contas será entregue a uma instituição de solidariedade social local, adiantam o presidente da direcção José Augusto de Jesus e os directores Amândio Gregório e Luís Carvalho.“Não foi uma decisão fácil para ninguém, sobretudo para os três elementos que desde Dezembro do ano passado tinham a seu cargo a gestão da colectividade. Todavia, desde essa altura que os sócios e aqueles que se interessavam por esta Casa do Benfica sabiam perfeitamente os problemas que se enfrentavam”, afirmam os dirigentes lamentando que todos os esforços feitos para tentar arranjar novos corpos gerentes tenham caído em saco roto.O desinteresse dos associados traduziu-se também na reduzida frequência das instalações o que motivou a queda das receitas de quotização e de exploração do bar. Os eventos promovidos pela direcção contaram também com pouca adesão. “Exemplo disso mesmo foi o jantar de Natal do passado mês de Dezembro em que nem sequer a vinda do Mozer, do Toni e do Veloso conseguiu convencer mais de uma dúzia de associados”, referem os mesmos elementos.A Casa do Benfica do Cartaxo teve em competição na última época uma equipa de juniores de futsal e foi esse compromisso que levou os directores cessantes a só agora optarem pelo encerramento das portas. Durante os meses em que durou a agonia da agremiação “poucos foram os associados que manifestaram interesse pela actividade e as assembleia gerais que foram sendo feitas não tiveram mais de uma dezena de associados”.Sendo assim, a extinção surgiu como solução natural e aos directores que resistiram até ao fim restou-lhes agradecer a todos os que contribuíram para o nascimento e crescimento da Casa do Benfica do Cartaxo, bem como aqueles que resistiram até ao fim.

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