Economia | 13-04-2006 12:21

Santarém deve ser motor regional de desenvolvimento

O director geral de O MIRANTE defendeu, ontem, a extinção dos núcleos regionais da Nersant – Associação Empresarial da região de Santarém, para dar força à instituição.Joaquim António Emídio disse não acreditar num líder e em líderes regionais, que mais tarde se afastam, para sustentar que, tal como O MIRANTE fez, a Nersant deverá consolidar-se a partir de Santarém para conquistar a região.“São as únicas instituições do distrito que estão acima do poder económico e político”, afirmou durante o seminário sobre o “Desenvolvimento Económico do Concelho de Santarém”, realizado no Instituto Português da Juventude, na capital de distrito.Perante uma plateia de empresários, políticos e responsáveis das principais instituições de Santarém, o líder de O MIRANTE constatou ainda da ausência de massa crítica no concelho a par da falta de qualidade do poder político que governou o concelho nos últimos anos.Uma opinião partilhada pelo presidente da Câmara de Santarém que criticou quem deixou o anterior poder emaranhar-se na teia do clientelismo e do caciquismo.Francisco Moita Flores constatou também que a Nersant se aliou à hegemonia de bloco central PS/PSD do norte do distrito percebendo onde estava o poder, em detrimento de Santarém.O edil de Santarém afirmou que, em matéria de investimento e desenvolvimento do concelho, vai continuar a apostar nas parcerias publico-privadas, “face à nula capacidade de investimento da câmara que só pode gerir e pagar dívidas nos próximos dois anos”. Em conjunto com o combate à burocracia, a preservação do património municipal e a melhoria das acessibilidades internas do concelho.O presidente da Nersant sugeriu que a Câmara de Santarém se concentre nos próximos anos em proporcionar condições às empresas e à economia para que o concelho se desenvolva.“É também necessário que Santarém se pronuncie sobre os grande projectos regionais e incremente a sua relação com a Nersant como parceiro no desenvolvimento”, sustentou José Eduardo Carvalho.O líder da Nersant defendeu ainda a realização de um plano de desenvolvimento urbano a dez anos em Santarém, que explicite bem as condições para realização de projectos capazes de trazerem mais valias.

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