Economia | 24-07-2011 00:20

Cinco produtores de azeite fazem investimento conjunto de dois milhões para apostar na exportação

Um grupo de cinco produtores de azeite virgem extra e um embalador industrial do concelho de Abrantes anunciaram um investimento de dois milhões de euros num projecto conjunto que visa competir no mercado externo.André Lopes, proprietário da marca produtora do azeite virgem extra Ourogal DOP, disse à agência Lusa que esta coesão com os produtores dos azeites da SAOV, Zé Bairrão, Casa Anadia e Val Escudeiro se deve ao facto de as marcas posicionadas nos mercados nacionais premium e gourmet terem de se “adaptar às exigências” dos mercados internacionais, em relação ao volume e à diversidade de produtos. “Para competir neste mercado global cada vez mais exigente importa unir esforços e criar sinergias que potenciem as mais-valias que a região de Abrantes detém ao nível da experiência secular acumulada em termos do saber fazer azeite e das características endafo-climáticas da região, que permitem obter um produtos finais de excelente qualidade”, vincou.Por outro lado, acrescentou, os produtores “souberam equipar-se ao longo dos últimos anos investindo em lagares de última geração”, condição que afirmou contribuir “de forma decisiva para a obtenção de azeites de excelência, com qualidade e credibilidade reconhecidas em qualquer parte do mundo”.Segundo este engenheiro técnico agrícola de 49 anos, a grande aposta do projecto está em “levar a palavra credibilidade aos quatro cantos do mundo”, construindo um projecto de marca associado ao nome de Portugal e à região de Abrantes em particular.“A força da ideia de um projecto de marcas está no fazer chegar a informação aos mercados consumidores relativamente ao país de origem e à qualidade do produto”, defendeu, adiantando que os rótulos do azeite virgem extra a exportar no âmbito deste processo apresentarão em destaque o nome da região e em segundo plano a marca de cada um dos cinco produtores.André Lopes efectuou recentemente uma viagem à Rússia, onde apresentou as várias gamas de azeite a firmas importadoras, sublinhando a importância do mercado dos países de Leste e da região do Báltico.“O azeite está na moda e queremos começar a exportar em Abril do próximo ano 600 mil litros para os países que detenham um nível cultural evoluído e com poder de compra, assim como para alguns países considerados emergentes”, referiu.Segundo o proprietário, aquele volume de azeite corresponde à “quantidade suficiente” para responder ao mercado global, “pelo menos numa fase inicial previsível de três anos”, na qual aquele grupo de produtores vai investir dois milhões de euros e apostar na exportação de sumo de azeitona desde a gama mais baixa (primeiro preço) à mais alta (gourmet) para mercados do norte e centro da Europa, Estados Unidos, Brasil, Rússia e China.

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