Economia | 30-10-2013 15:50

Associação de Reformados e Idosos da Póvoa de Santa Iria faz 22 anos

Associação de Reformados e Idosos da Póvoa de Santa Iria faz 22 anos

Alargamento de acordos com Segurança Social acabaria com subaproveitamento

Corria o ano de 1991 quando um grupo de cidadãos da Póvoa de Santa Iria (reformados e na idade da pré-reforma) sentiram a necessidade de dar uma lufada de ar fresco às suas vidas e da comunidade envolvente. O primeiro passo estava dado com a criação do Centro de Convívio da ARIPSI, que na época funcionava no nº 7 da Rua 28 de Setembro. Durante 20 anos o Centro de Dia da Associação de Reformados e Idosos da Póvoa de Santa Iria funcionou no local com as valências de Centro de Convívio, Apoio Domiciliário e actividades de desenvolvimento pessoal como passeios, classes de ginástica e o coro de música. E foi assim que a equipa da ARIPSI conseguiu tornar mais coloridos os dias dos seniores locais. Em 2011 a associação inaugurou a sua nova casa. Com um investimento de perto de 3 milhões foram criados mais de 40 postos de trabalho directos. E a associação, actualmente com 1.800 sócios, passou a ter capacidade para 59 utentes em lar residencial, 70 em apoio domiciliário (serviço de alimentação, higiene pessoal e da habitação e cuidados de enfermagem) e 35 utentes no centro de dia”. João Quítalo, presidente da associação (que fez crescer este projecto de elevado valor social para a comunidade) explica que “o novo espaço constituiu um desafio humano para utentes e colaboradores. A direcção da ARIPSI é voluntária. A estrutura residencial para idosos (vulgo lar) é um espaço moderno e equipado com as ajudas técnicas necessárias ao seu funcionamento. Todos os quartos têm casa de banho privada e o conforto dos utentes é uma preocupação constante”. Mas chegar até aqui foi um caminho muito longo, só possível com a persistência e resiliência de uma equipa orientada para a concretização de objectivos. Agripina Moreira, presidente da Assembleia Geral, partilha que “a ARIPSI tinha uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Batemos a muitas portas e falamos centenas de vezes com os órgãos autárquicos e a Segurança Social para conseguirmos o terreno, o projecto e o financiamento”. A direcção da ARIPSI tudo tem feito para o alargamento dos acordos de cooperação com a Segurança Social no que diz respeito à valência lar. João Quítalo explica que “actualmente temos apenas 15 acordos. Somos a única IPSS do concelho cujo número de acordos não corresponde ao número total de camas", afirmou. Os acordos permitem que o valor a pagar pelos utentes seja entre 242 e 900 euros, de acordo com os rendimentos do agregado familiar. "Ainda estamos expectantes que esta situação venha a ser corrigida. Neste momento temos 12 camas vagas. Mas esta situação de subaproveitamento da capacidade do equipamento traz para a ARIPSI problemas de sustentabilidade financeira. Em regime privado os utentes pagam uma mensalidade média de 1.190 euros. Não nos é possível diminuir este valor, tendo em consideração que o custo médio/utente é de 1250 euros. Temos uma média de 1 colaborador por cada 1,7 utentes”, referiu. Todos os utentes do lar têm de ser sócios da ARIPSI e os sócios mais antigos e residentes na Póvoa de Santa Iria têm prioridade na admissão no regime de acordo de cooperação. Qualquer pessoa pode ser sócia independentemente da idade. A quota mensal é de um euro.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1359
    11-07-2018
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1359
    11-07-2018
    Capa Médio Tejo