Economia | 05-11-2015 11:08

Tecnopolo de Abrantes com laboratórios para ensino superior e centro de investigação

A Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) inaugurou no dia 22 de Outubro vários laboratórios para serem partilhados por professores, técnicos e investigadores que se pretende ajudem a criar um centro de investigação direccionado para as empresas.A intervenção decorreu num dos edifícios do Tecnopolo do Vale do Tejo, em Abrantes, e vai permitir o alojamento de laboratórios para utilização da ESTA, pólo do Politécnico de Tomar (IPT), e para expansão dos Laboratórios de Inovação Industrial e Empresarial (LINE), que passarão a ser um centro de investigação. Este centro de investigação terá como principal objectivo fomentar a incorporação de tecnologia e inovação inteiramente direccionadas para as empresas.No Tecnopolo do Vale do Tejo, instalado há 10 anos no antigo complexo industrial da CUF, em Alferrarede, Abrantes, o dia-a-dia é partilhado por cerca de uma centena de pessoas, entre formandos, professores, técnicos e investigadores de várias áreas ligadas a empresas de inovação e empreendedorismo, associações empresariais, oficinas de transferência de tecnologia, laboratórios de análises, um Centro Tecnológico Alimentar e uma incubadora de empresas, actualmente com 17 novos projectos empresariais em fase de incubação.Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara de Abrantes disse que “a estratégia” da Tagusvalley assenta nos sectores das Tecnologias de Informação e Comunicação, Energia, Metalomecânica e Agroalimentar, tendo defendido que a mesma “sai reforçada” nas áreas onde procura identificar “oportunidades e sinergias que potenciem o desenvolvimento económico”.Maria do Céu Albuquerque disse ainda que um “compromisso assumido é o de transferir toda a escola e toda a comunidade académica para o espaço do Tecnopolo”, estando aquele equipamento educativo situado no centro histórico de Abrantes.Eugénio Almeida, presidente do Politécnico de Tomar, disse à Lusa, por sua vez, que “a aposta estratégica e o investimento efectuado”, quer em infraestruturas quer em equipamentos, “coloca o LINE ao nível dos melhores laboratórios de investigação e desenvolvimento a nível nacional, dotando-o das melhores condições para responder aos novos desafios que se colocam ao país”.A intervenção desenrolou-se em dois pisos, passando a dispor de laboratórios de soldadura, de compósitos, de materiais, de desenvolvimento de produtos, de química e de fluidos e laboratórios de imagem, audiovisual e interactivo, estúdios de fotografia e montagem, para além de estúdios de rádio e televisão.O investimento foi de 2,6 milhões de euros, financiado em 85% pelo QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional, através de uma candidatura ao Sistema de Apoio às Infraestruturas Científicas e Tecnológicas, Programa “Mais Centro”.

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