Economia | 06-04-2016 16:51

Águas do Ribatejo com lucro de 1,5 milhões de euros em 2015

Resultados positivos, resultantes do aumento do volume de água vendida, vão ser aplicados em investimento, garante a administração da empresa intermunicipal.

A empresa intermunicipal Águas do Ribatejo (AR) terminou o ano de 2015 com um resultado líquido positivo de 1,5 milhões de euros, o melhor de sempre, anunciou o presidente do conselho de administração. Francisco Oliveira, também presidente da Câmara Municipal de Coruche, disse, em conferência de imprensa, que os resultados, atribuídos a um aumento do volume de água vendida, vão ser aplicados em investimentos, permitindo que a empresa possa não só assumir a comparticipação que lhe compete em obras financiadas por fundos comunitários, como também aquelas que terão de ser realizadas apenas com capitais próprios.O autarca destacou a consolidação de um projecto que é apontado como “modelo na gestão da água e do saneamento”, não só por ser detido exclusivamente pelos municípios, como por integrar os sistemas em alta e em baixa (desde a captação até à casa do consumidor, no caso do abastecimento de água, e desde a recolha ao tratamento das águas residuais).Francisco Oliveira afirmou que os municípios que integram a empresa - Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas - sentem “orgulho” por o modelo ir ser replicado noutras regiões do país, conforme declarações feitas há duas semanas pelo ministro e pelo secretário de Estado do Ambiente. O presidente da AR afirmou que, nesse âmbito, a empresa está a ser alvo de um estudo dirigido pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).Golegã quer voltar e Santarém avalia essa possibilidadeActualmente com 75.000 clientes e um universo de 150.000 consumidores, a AR poderá em breve vir a acolher mais um município, a Golegã (que integrou o projecto numa fase inicial). Este processo apenas aguarda validação por parte do Ministério do Ambiente, adiantou.Francisco Oliveira reafirmou ainda a disponibilidade para integrar o município de Santarém, que também abandonou o projecto no seu início, mas tem em curso um estudo para analisar o interesse de uma adesão à empresa. “Faria todo o sentido, pela dimensão e pela localização”, indicou.Com 115 milhões de euros de investimentos concretizados em seis anos (75 milhões no saneamento e 40 milhões no abastecimento de água), a empresa prevê investir este ano 14 milhões de euros, tendo quatro das cinco candidaturas a fundos comunitários sido já aprovadas, adiantou.O investimento mais vultuoso, da ordem dos 11 milhões de euros, será feito nos sistemas de saneamento de Chancelaria/Pedrógão e de Lapas/Ribeira, no concelho de Torres Novas, o município que aderiu mais recentemente à empresa.Os resultados da empresa têm permitido evitar aumentos nos tarifários, admitindo, contudo, Francisco Oliveira que em 2017 possa haver uma actualização das taxas de saneamento.

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