Educação | 14-06-2018 17:20

Lezíria quer ser território de referência na promoção do sucesso escolar

Lezíria quer ser território de referência na promoção do sucesso escolar

Plano tem disponível um total de cinco milhões de euros.

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) vai desenvolver, até 2020, um projecto de intervenção nas escolas de 10 municípios da região com o objectivo de se tornar num “território de referência” na promoção do sucesso escolar.

O Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar da Lezíria do Tejo (PIICIE LT), apresentado hoje no convento de S. Francisco, em Santarém, conta com financiamento de perto de 4,3 milhões de euros do Fundo Social Europeu, no âmbito de uma candidatura aprovada no final de 2017 e que se encontra em fase de contratação dos técnicos para a constituição de equipas multidisciplinares de intervenção.

O presidente da CIMLT, Pedro Ribeiro, afirmou que, fugindo de uma área de intervenção tradicional dos municípios – até aqui vocacionados sobretudo para a melhoria dos equipamentos escolares -, o projecto tem por grande objectivo assegurar que o ensino público “tem todos os recursos” para ser “de qualidade” e “não excluir ninguém”.

O plano, que tem estado a ser articulado com os serviços de educação dos 10 municípios (Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Salvaterra de Magos e Santarém) e com os responsáveis dos 19 agrupamentos escolares envolvidos, vai apostar na educação positiva e na educação pela inovação, abrangendo um universo de cerca de 26.300 alunos do pré-escolar ao secundário.

Joana Carvalho, a psicóloga que coordena o projecto, afirmou que está a decorrer um processo de caracterização das “10 realidades distintas” em que as equipas multidisciplinares – com um total de 41 técnicos (23 psicólogos, 10 educadores sociais, sete animadores socioculturais e um assistente social) – vão trabalhar.

Essa intervenção, frisou, será de âmbito preventivo, evitando as “estratégias remediativas e as intervenções de fim de linha”, bem como a estigmatização.

Sublinhando a importância da articulação com a intervenção já em curso, tanto pelas escolas como pelos municípios, Joana Carvalho afirmou que o objectivo é criar um perfil integrado para cada criança, que terá em conta não só o indivíduo, mas também o contexto escolar, familiar e comunitário em que se insere, com acções dirigidas aos alunos (de forma individual e em grupos homogéneos) e às famílias (grupos de parentalidade positiva), mas também de capacitação dos técnicos.

O plano inclui um Serviço de Inovação Socioeducacional, que coordena, e um Observatório, que fará “avaliação contínua e constante das várias práticas, permitindo corrigir e actualizar”, bem como medir o impacto da intervenção, fazendo com que seja considerado um projecto piloto a nível nacional.

Além das acções de educação positiva - que trabalharão competências sociais e a inteligência emocional através, por exemplo, de oficinas criativas e de parentalidade positiva e actividades de campo -, serão criadas e equipadas “salas do futuro” na sede de cada um dos 19 agrupamentos, complementadas por um laboratório móvel que percorrerá as várias escolas abrangidas.

O primeiro secretário do CIMLT, António Torres, afirmou que o plano inclui um levantamento da oferta formativa existente ao nível do ensino profissional e das necessidades sentidas pelas empresas da região, com o objectivo de, a prazo, adequar os cursos à oferta de emprego.

Segundo António Torres, o plano tem garantida uma segunda fase, uma vez que a candidatura contempla um total de cinco milhões de euros.

O responsável acredita que os resultados a ser alcançados irão assegurar a continuidade de apoios no próximo quadro comunitário.

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