Educação | 20-08-2018 12:12

Colégios de Fátima sem turmas suficientes para os alunos da freguesia

Colégios de Fátima sem turmas suficientes para os alunos da freguesia

Estabelecimentos de ensino particulares vão ter menos apoio estatal, o que lhes dá menor capacidade de resposta.

Mais de uma centena de alunos da freguesia de Fátima correm o risco de não terem lugar nos três colégios particulares da cidade devido à redução do número de turmas financiadas pelo Ministério da Educação no próximo ano lectivo. Refira-se que em Fátima não há ensino público a partir do 1.º ciclo, pelo que os colégios têm sido o destino habitual para os jovens prosseguirem os estudos entre o 5.º e o 12.º ano de escolaridade.

Segundo a lista definitiva publicada pelo Ministério da Educação, o Colégio de São Miguel vai ter sete turmas financiadas (três do 2º ciclo, duas do 3º ciclo e duas do secundário), tantas como as do Centro de Estudos de Fátima (duas do 2º ciclo, duas do 3º ciclo e três do secundário). O Colégio Sagrado Coração de Maria tem quatro turmas financiadas pelo Estado - duas do 2º ciclo e duas do 3º ciclo do ensino básico. Cada turma financiada recebe por ano do Estado 80 mil euros. Números que ficaram abaixo do pretendido.

Segundo explicou a O MIRANTE o director do Centro de Estudos de Fátima, Manuel Bento, o Ministério da Educação atribuiu à freguesia de Fátima financiamento para sete turmas de 5º ano, seis turmas de 7º ano e cinco turmas de 10º ano. “Os colégios só puderam concorrer a esse número de turmas e tivemos que redistribuir esse número de turmas pelos três colégios. Por exemplo, para o 5º ano nós pedimos nove turmas para as três escolas mas só nos deram sete e por isso tivemos que fazer a redistribuição”, revelou Manuel Bento referindo a O MIRANTE que vão ser centenas de alunos da freguesia a ter que ir para outras escolas pois os três colégios não têm hipótese de os acolher.
Câmara pressiona Governo

A Câmara de Ourém contesta a decisão do Ministério da Educação em cortar no número de turmas a financiar nos três colégios particulares de Fátima no próximo ano lectivo, garantindo que assim muitos alunos da freguesia não vão ter vaga. O executivo aprovou, por unanimidade, uma declaração em que contesta a decisão do Governo, classificando-a como “preconceito ideológico”.

Antes, a Câmara de Ourém já tinha reunido com a secretária de Estado da Educação. “Apresentámos os dados disponibilizados pelos colégios que davam conta de cerca de uma centena de alunos naturais e residentes em Fátima sem vaga em qualquer um dos três colégios. A governante compreendeu a situação e garantiu que iria analisar os dados que tinha em sua posse. Além disso, solicitou-nos que lhe fossem enviados os novos dados após o fecho das matrículas, para assim ponderar a possibilidade ou não de atribuir mais turmas aos colégios de Fátima. Enviamos tudo atempadamente”, refere a autarquia em comunicado.

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