Empresa da Semana | 15-03-2006 12:37

Mudanças é com a “Transportes Carvalho”

Mudanças é com a “Transportes Carvalho”

Jaime Gomes Carvalho reside no Carregado mas é natural de Alcanena. Durante muitos anos trabalhou para uma empresa de distribuição de papel. Um dia um dos directores sugeriu-lhe a criação da sua própria empresa. A ideia era trabalhar por conta própria para o patrão da altura. Juntamente com a esposa Jaime Carvalho fundou a Transportes Carvalho em 1999, com sede em Alenquer, uma empresa de mudanças, de características familiares apta a responder a qualquer solicitação.

A Transportes Carvalho faz apenas mudanças de mobílias de particulares ou tem outro tipo de clientes?Fazemos mudanças. Seja de casas, de escritórios ou outras. Por exemplo, o mercado de Vila Franca de Xira fomos nós que o mudamos. Não transportam mercadorias?Não nos interessa esse tipo de trabalho porque as empresas demoram entre 90 a 120 dias a pagar e não posso estar tanto tempo à espera do dinheiro. Nas mudanças particulares recebemos praticamente na hora. Qual é o público-alvo da vossa empresa?Todas as pessoas que precisem de fazer alguma mudança de mobília ou mesmo de loiças. Ainda a semana passada tive um cliente que além da mobília quis que eu lhe transportasse também as loiças que tinha na casa velha. Nós empacotamos tudo com o máximo de cuidado e transportamos para onde o cliente quer.Só se preocupam com a montagem e desmontagem de mobílias ou também tratam de todas as burocracias inerentes a uma mudança?Tratamos de tudo. O cliente só tem que nos contactar e dizer qual o serviço que quer que nós tratamos do resto. Quando é necessário fechar a rua para nós trabalharmos, mandamos um fax à central da polícia a solicitar os seus serviços. Quando as mudanças são feitas em prédios alugamos uma escada que sobe no mínimo até ao sexto andar. O cliente não tem que se preocupar com nada.Que tipo de preços pratica?Tenho um preço certo. Cobro 35 euros por hora e 7.5 euros por cada pessoa que levo comigo no carro para ajudar na mudança. Se o serviço for aqui na zona, o preço funciona à hora. Se, por exemplo, tiver que fazer um transporte de Santarém para Tomar ou Abrantes, aí cobro o mesmo mas acrescido de 1.25 Euros por quilómetro. Aceita um trabalho para o estrangeiro? Sinceramente não. Fiz uma vez, um serviço de mudanças para Itália mas não gostei muito. Um cliente do Cartaxo tinha uma máquina avariada e levamo-la. Demorei um dia e meio sempre a viajar com o meu filho. Não compensa o esforço. Prefiro fazer serviços menos longos.Trabalha todos os dias, incluindo fins-de-semana?Trabalhamos sempre que for preciso. O cliente é que nos diz quando lhe convém fazer a mudança.Que género de formação têm os seus colaboradores?A formação resultante da experiência. Quando o meu filho começou a trabalhar na área das mudanças, ia sempre comigo. Enquanto montávamos e desmontávamos a mobília ia-lhe explicando como se faz. Quando fazia mal corrigia-o. Acho que é a melhor forma de aprendermos nesta profissão. Ele hoje continua a colaborar comigo quando é preciso embora tenha montado a sua própria empresa. Teve algum tipo de apoio financeiro para formar a sua empresa?Construí esta empresa só com dinheiro do meu bolso. Não tive ajudas de ninguém. O Estado prometeu-me apoio para comprar uma carrinha que não polui o ambiente, as “carrinhas amigas do ambiente”. Há três anos que estou à espera dessa ajuda. Que perspectivas de crescimento tem para a sua empresa?As perspectivas são positivas. Se o negócio continuar a correr como tem corrido até agora não me posso queixar. Os clientes têm aumentado de mês para mês, por isso, só espero que isto continue assim e que as pessoas continuem a escolher os nossos serviços.Tem a intenção de continuar a fazer da empresa uma empresa familiar ou pretende aumentar o volume e a capacidade de negócio?Prefiro continuar a ter uma empresa pequena onde consigo atender a todos os pedidos que me fazem. Para ter uma empresa maior tinha que ter mais empregados e investir mais dinheiro em carrinhas transportadoras e podia não ter clientes suficientes para cobrir todas essas despesas. Prefiro jogar pelo seguro.Sente que consegue fidelizar os seus clientes?Sinto. Trabalho muito para pessoas da mesma família ou amigos de anteriores clientes. Quando um cliente gosta dos meus serviços recomenda a minha empresa a um familiar ou amigo. E sempre que precisam dos meus préstimos ligam-me. Clientes satisfeitos trazem sempre novos clientes e assim, sucessivamente. É a melhor divulgação que podemos ter do nosso trabalho. Por isso, esforço-me sempre para dar o meu melhor em cada serviço que faço. Mas também investe em publicidade.É preciso investirmos sempre na divulgação da empresa. E não me posso queixar. Coloco anúncios na Internet e no vosso jornal e tenho resultados. Graças à publicidade que faço em O MIRANTE todas as semanas tenho pelo menos uma mudança para fazer. As pessoas dizem-me que vêem os anúncios.Já alguma vez lhe aconteceu uma situação caricata em algum serviço que tenha feito?De vez em quando há situações que nos surpreendem. Um dia, uma senhora que se tinha divorciado ligou-me para ir buscar as coisas que lhe pertenciam à casa onde tinha morado. Quando lá chegámos, encontramos um enorme aparato. Havia polícia e tudo. O ex-marido gritava que se tentássemos tirar alguma coisa de dentro da casa ele partia tudo. Fiquei a olhar para a senhora e para os agentes da polícia sem saber o que fazer. No fim, tudo se resolveu a bem, mas sempre que me lembro desta mudança dá-me vontade de rir.

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