Empresa da Semana | 22-03-2006 12:52

Iniciativa empresarial de Filipe de Sousa Martins repartida pela Accive, Exchange e Torreschange

Filipe de Sousa Martins foi director-geral da Nersant, trabalhou no IAPMEI e, prestou serviços de consultoria em diversas empresas. O facto de conhecer o tecido empresarial regional levou-o a aderir à rede da Accive (correctora de seguros) há oito meses, e à rede da Exchange (consultoria financeira) seis meses depois, abrindo escritório em Torres Novas. Simultaneamente, criou a Torreschange, uma empresa vocacionada para apoiar PME nas áreas de negócios e consultoria de gestão.

Consultoria financeira, seguros e assistência técnica a empresasQue motivos o levaram a avançar com este projecto empresarial?Sempre estive ligado ao meio empresarial, como quadro de instituições que apoiam directamente as PME e projectos de desenvolvimento regional, muito em particular na NERSANT e no IAPMEI. Era inevitável este investimento numa área que me é familiar. Escolhi Torres Novas porque sou da região e é uma cidade bem localizada e com boas acessibilidades. Acho que temos que investir naquilo que sabemos. A Accive e a Exchange estão direccionadas para algum tipo de cliente específico?Não, tanto trabalhamos para empresas como para particulares. Na Exchange, que desenvolve consultoria de intermediação financeira, procuramos negociar as melhores soluções de crédito para empresas e para particulares, o mesmo acontecendo na Accive, que trabalha com a parte dos seguros, apesar de nesta componente termos criado uma estrutura muito específica e vocacionada para a gestão de carteiras de seguros de empresas.Quantos empregados têm as suas empresas?São apenas três as pessoas que fazem parte dos quadros da empresa. Depois existe uma equipa de consultores independentes, cada um com a sua área de formação específica, e trabalhamos em conjunto e em rede. Quais as perspectivas de crescimento que tem para a Accive e Exchange?Para qualquer um dos conceitos procuro um crescimento moderado. Prefiro crescer devagar. Um degrau de cada vez. Quero, no entanto, que tanto a Exchange como a Accive sejam marcas de referência no Vale do Tejo, pela excelência dos serviços que prestam.Esta é uma forma de trabalhar em cooperação. Com a Accive e a Exchange integro uma rede com mais de 60 escritórios por todo o país. Na parte da consultoria de gestão tenho algumas parcerias com outras empresas. É importante haver cooperação. Existem empresas boas e válidas no mercado com as quais é viável existir cooperação. Podemos ajudar-nos mutuamente, partilhar experiências e, assim, aumentar o volume de negócio de ambas as empresas.E acha possível existir uma cooperação saudável entre empresas? Não existe sempre o factor competição?O problema é esse. Eu sou um defensor da cooperação entre empresas há muitos anos. Acho que é a única salvação para muitas delas. A maioria dos empresários acha que é impossível haver cooperação e alguns dos que dizem acreditar pensam nisso com segundas intenções. Pessoalmente porque é que hei-de estar a desenvolver competências internas, por exemplo, na área fiscal ou ambiental, quando já existe uma outra empresa que o faz muito bem? Temos que nos ajudar uns aos outros. Como encara a publicidade? A publicidade é um investimento e como tal têm que se ponderar as opções de investimento. Primeiro tenho que saber qual é o meu público-alvo. Com quem quero comunicar e de que forma quero comunicar. Aí escolho os suportes de publicidade que quero utilizar. O importante é a publicidade ser dirigida e segmentada senão não resulta. Teve alguns apoios para investir em Torres Novas?Apoios financeiros não tive nem nunca pensei solicitá-los. Quando não há esses apoios temos que arranjar soluções. Ou temos capitais próprios, ou recorremos à banca, ou à família. Apesar de sempre ter tido um estreito trabalho com os sistemas de incentivos, sempre os entendi como um prémio de mérito, ou seja, podemos candidatar-nos a um determinado montante porque estamos a desenvolver um projecto empresarial válido, mas não podemos nunca contar com ele como forma de financiamento e como garantia de viabilidade. Temos que desenvolver todo o projecto sem pensar nesse dinheiro.Esta é uma boa região para investir? Pode não ser neste momento uma das regiões mais competitivas do país, mas tem fortes possibilidades de o vir a ser a médio prazo. Estamos numa região óptima e com boas perspectivas de desenvolvimento futuro. A nível das acessibilidades, temos a A23 que atravessa a região praticamente toda. Temos a A1 que vai de Vila Franca de Xira até ao Norte. Estamos a 50 minutos de Lisboa. Do futuro aeroporto na OTA vamos ficar a meia hora. Existem um conjunto de infra-estruturas base que estão a ser criadas e que nos podem apoiar muito, como sejam os parques de negócios e o tecnopolo. E recursos humanos?Esse é o nosso problema. Termos uma boa rede de escolas profissionais mas na formação superior acho que os Institutos Politécnicos não estão a fazer o seu papel. E a proximidade de Lisboa faz partir os nossos melhores técnicos. Falta-nos massa crítica e pensante na região e isso sim poderá ser um factor para não atingirmos o desenvolvimento que penso já poderíamos ter conseguido.A região está a mudar? Sim, muito tem sido feito. E quem tem acompanhado ao longo dos anos a região apercebe-se facilmente das mudanças. Isso deve-se, por um lado, aos empresários que muito tem apostado na região, aplicando o seu saber fazer e os seus recursos financeiros, aos autarcas que mostraram empenho nesse desenvolvimento, apostando em projectos que para tal contribuíram, mas sobretudo porque a região tem uma associação empresarial muito dinâmica como a Nersant, que por iniciativa do seu Presidente, José Eduardo Carvalho, com quem tive o privilégio de trabalhar, se tem assumido como a grande impulsionadora de do desenvolvimento regional, alavancando projectos importantíssimos e fundamentais para transformar este Vale do Tejo numa região competitiva.

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